Quando eu digo que sou diagramadora, muita gente me pergunta o que é isso. Em termos simples,eu explico que é transformar aqueles textos do Word (bloco de notas, Wordpad, Write ou qualquer processador de textos semelhante) naqueles jornais, revistas e livros tão atrativos que vemos por aí.

Para ficar ainda mais claro, decidi escrever uma notinha sobre a história da diagramação aqui, e pouparei saliva, porque ao invés de explicar, a partir de agora, vou dizer: “Entra no meu blog que interpretação de texto deve ser mais fácil!”.

Como conceito, trata-se do planejamento, distribuição gráfica e da preparação de materiais impressos para as oficinas. É o diagramador quem escolhe a forma em que os textos e as imagens serão distribuídas dentro do suporte, geralmente papel. Fica sob sua responsabilidade a divisão dos espaços em colunas, a escolha das fontes e o posicionamento de quaisquer elementos que estarão contidos na peça – publicação a ser impressa.

Dentro deste conceito, algumas empresas preferem trabalhar com dois profissionais para que suas peças sejam compostas: o diagramador, que planeja a publicação e o arte-finalista, cuja função é seguir o planejamento do diagramador e deixar a publicação em sua forma definitiva para que seja impressa.

O processo de diagramação é muitas vezes chamado também de Editoração eletrônica ou Desktop Publishing, um termo que passou a ser usado a partir de 1985, e atribuído a Paul Brainerd, fundador da Aldus Corporation (o nome Aldus é uma homenagem a Aldus Manitius, grande tipógrafo que incorporou os tipos itálicos como estilos às fontes existentes hoje em dia). A Aldus foi a primeira fabricante do software Pagemaker, comprado pela Adobe algum tempo depois.

A partir deste ano de 1985, o processo de diagramação deixava de ser um trabalho artesanal de colagem em uma prancheta, chamado paste-up, e passava a ser executado em muito menos tempo e a um custo bem mais baixo usando o Pagemaker – pioneiro entre os softwares de paginação ­juntamente com o computador Macintosh da Apple (desde sempreo sonho de todo designer!), lançado em 1984 e a Apple LaserWriter, primeira impressora a trabalhar com a linguagem de descrição de página PostScript.

Desde 1985 o mercado só vem crescendo e se aprimorando. Foi lançada uma versão do Pagemaker para PC/Windows e surgiram novos softwares para o trabalho com diagramação como o QuarkXpress, Publisher e, mais recentemente, o InDesign, que hoje é o padrão mundial para editoração eletrônica por conta de seus poderosos recursos na hora de montar e trabalhar publicações tanto para impressão, como para distribuição por meios eletrônicos como a Internet, usando o formato PDF.

Com o constante aprimoramento dos recursos para diagramação e tendências para publicações, por conta do tráfego maior de informação o mercado é crescente e necessita de profissionais atualizados. Estes profissionais trabalham, na maioria das vezes, em editoras de livros, jornais e revistas; agências de publicidade ou executar trabalhos freelancer, sob contrato. No caso do InDesign, a necessidade é bastante crescente por se tratar de um software relativamente novo, em sua quinta versão (cabe um adendo: quando a CS4 for lançada no dia 23 de setembro deste ano, a versão será a 6).

Esteja claro, agora, o que é diagramação, por favor. (E se não estiver, vai procurar um professor de português!)

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