Se você já teve curiosidade em ler sobre quem escreve este humilde blog (que está demorando a ser atualizado, diga-se de passagem) deve ter visto, com alguma surpresa, que a criatura que cá escreve é formada em Marketing pela Faculdade de tecnologia de Curitiba, mas trabalha com design gráfico em uma fábrica de software. Muitas pessoas me perguntam: “Mas por que você fez Marketing? O que é que uma coisa tem a ver com a outra?”.

Quem estuda (ou já estudou) design sabe que o objetivo de um designer geralmente é fazer algo bonito e funcional. Um quadro pode ser muito bonito, mas não tem lá muita funcionalidade a não ser nos encantar com a qualidade do “belo”.

Vários objetos podem ser práticos e funcionais, mas não necessariamente são bonitos para serem úteis.

O designer estuda as necessidades das pessoas (quer elas estejam conscientes disso ou não) para realizar seus projetos. Exatamente o que fazem os profissionais de Marketing. Ambos enxergam as necessidades e desejos do seu público-alvo com o fim de atingir o seu objetivo. A diferença é que o primeiro se preocupa com a forma, enquanto o segundo vai pensar nos aspectos comerciais.

Todos os dias, ao desenhar uma tela, um ícone ou pensar num esquema de navegação, minha primeira preocupação sempre se refere ao usuário (meu cliente, a parte humana do meu trabalho). Penso como designer, para fazer algo bonito e penso como mercadóloga, para fazer algo que satisfaça os desejos e as necessidades dos clientes e seja economicamente viável para a empresa.

Designers, assim como os mercadólogos, utilizam praticamente as mesmas disciplinas em seu trabalho: psicologia, antropologia, filosofia, matemática…

Design é multidisciplinar. Se você quer ser designer lembre-se disso. Designer tem a ver com tudo. Porque as pessoas tem a ver com tudo, tudo o que é produzido, é produzido para elas.  Aprender sempre, para ser designer, é regra.

No final, designers e mercadólogos querem fazer as pessoas felizes.

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