Não importa de que área você seja, se a empresa é pequena, média ou grande, ou ainda que posição você ocupa dentro dela, sempre vai encontrar aquelas criaturas que, de propósito ou não, vivem para atormentar a vida de bons profissionais (pode ser pior, talvez você seja o que atormenta e nem o sabe…).

Observando as coisas, pude comprovar que alguns padrões se repetem, criando perfis de verdadeiros derrubadores de bons profissionais. É verdade que, a maioria de nós, em algum momento demonstra algumas das características que eu vou citar, mas os matadores de bons profissionais são seres implacáveis. Eles fazem isso todos os dias. Com qualquer bom profissional que cruze o seu caminho. São eles:

Os invejosos: São os mais fáceis de reconhecer. Eles simplesmente procuram seguir os seus passos, tanto que às vezes parecem sua sombra. Mas eles não se contentam com isso. Eles fazem parecer que é você quem está fazendo isso, e não eles. Tudo o que você faz não é bom o suficiente diante dos outros e eles não se cansam de comentar que você “só quer ser”. Eles conseguem derrubar um bom profissional porque alguém, quase sempre um superior hierárquico, acredita no que eles dizem.

Os burocráticos: Estes acham que todo mundo precisa deles e que eles já tem trabalho suficiente para três reencarnações, enquanto o resto do mundo só quer se aproveitar deles e não trabalham o suficiente, não trabalha tanto quanto eles. Sendo assim, eles fazem de tudo para retardar o trabalho de chegar à sua mão. “Ah, você esqueceu essa vírgula”, “Não posso fazer nada por você se você não me enviar um e-mail”, “Preciso que você converta tudo para dólares e euros, vai que o chefe resolve comprar no exterior?” E você, fica lá, tentando atender à toda e qualquer não-conformidade que possa surgir da cabeça dessas criaturas enquanto o seu trabalho acumula e seu chefe pega no seu pé.

Os carismáticos: Todo mundo gosta deles. São animados, falantes, divertidos, alegres e sempre tem histórias hilariantes do fim de semana. Então eles simplesmente não suportam que qualquer um outro receba mais atenção do que eles em qualquer área que seja. Desta forma, eles vão abusar de todo o seu carisma para fazer com que os outros acreditem que você, o bom profissional, na verdade é uma farsa. Sabe como é: “não quer trabalhar”, “fica fazendo corpo-mole”, “recebe privilégios porque é o queridinho do chefe”… ah, são muitas as causas para o “trabalho de quem não merece ser reconhecido”.

Os príncipes: Personificados diretamente de “O Príncipe” de Maquiavel, você já deve conhecer bem a história. Para subir, seja lá onde, vão fazer o possível e o impossível. Vão derrubar qualquer pessoa que estiver no seu caminho de alguma forma. O seu crescimento justifica qualquer coisa que eles façam para obtê-lo. E lá vai você ser atormentado por este ser que vê você como uma ameaça para a ascenção tão desejada.

Os analfabetos funcionais: Sim, eles fizeram faculdade (ou seja lá qual for a escolaridade exigida para a função). O problema é que eles simplesmente não conseguem entender o que quer que alguém tente explicar a eles e, é claro, a culpa sempre é do cara que estudou o suficiente para estar ali, se matando pra tentar explicar da forma mais didática possível, uma coisa que o analfabeto funcional à sua frente já deveria saber desde o jardim da infância.

Os workchaolics: A menos que você seja como eles e trabalhe 75 horas por semana com ou sem necessidade, você é um atraso para a empresa e está ocupando o lugar de alguém mais produtivo. Ah, isso aí vai ser levantado na próxima reunião como “Ele [a] não é uma pessoa comprometida. 

Os jurados: Estes sempre estão procurando culpados por qualquer coisa que possa vir a dar errado (isso mesmo, nem precisa ter dado errado ainda, mas se houver a possibilidade…). E, é lógico, se algo der errado, ele vai achar um culpado, que nunca é ele e nem ninguém da equipe dele.

Os donos do mundo: Não importa que eles já tenham serviço demais. Qualquer coisa nova que aparecer é deles e, se você não quiser levar uma mordida, é melhor nem chegar perto. Afinal, como ele vai crescer se não chamar a responsabilidade de tudo para si? E depois que ele não consegue terminar nada, aquele cara, o bom profissional é que não foi pro-ativo para ajudá-lo com as tarefas que ele assumiu. Afinal: “Você não viu que era muita coisa para ele fazer sozinho?”.

Os crédulos: Estes acreditam em qualquer coisa. E, fazendo assim, vão ouvindo conversas nocivas sobre outros e acabam por tomar decisões não abalizadas e sem provas. Geralmente isso vai afetar aqueles que menos merecem. O mundo é injusto.

As vítimas: Tudo o que você, bom profissional fizer, tem o intuito de derrubá-lo. Você entregou seu relatório no prazo? Foi para prejudicá-lo, já que ele estava muito ocupado para fazer o dele. Você vai sair de férias? É pra deixar tudo nas costas dele. Você é promovido? É porque ele é injustiçado. Você foi demitido? Ele vai ficar sozinho com tanto trabalho! Você fica exatamente onde está? Atrapalha a sua ascenção. Vai chover? A culpa é sua também… vá entender…

E tem os que misturam um pouco de cada um destes acima, claro.

Ainda não existe vacina contra estas criaturas, é verdade. A melhor maneira de se proteger deles, ainda é ser um bom profissional. Porque de qualquer forma, cedo ou tarde, a verdade sempre aparece.