Arquivos para categoria: gráfica

Procurei uma etiqueta (ou tag, se preferir)  para dar um charme a um trabalhinho este fim de semana e não encontrei nada que me agradasse, então desenhei essa em Illustrator, rapidinho. O link para baixar em .ai é esse.

Como outras pessoas podem querer também, decidi compartilhar. Assim como as outras coisas no Blog, pode usar, basta atribuir. ^^

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Minha tablet nova acabou de chegar! Ela é linda. Só preciso me acostumar mais a trabalhar com ela. Assim que tiver um tempo, posto um review aqui.

Hoje ao meio-dia, horário de Brasília, foi lançada a Creative Suíte 5. A Adobe fez um mega lançamento e, embora não tenha testado os recursos ainda (não baixei na máquina pra usar) tenho algumas considerações que acho importantes sobre a CS5.
A cada dia as mídias (impressa, Web e vídeo) estão mais integradas. InDesign faz uma exportação mais eficiente para Flash Professional, a paleta MiniBridge se propõe a facilitar a troca de arquivos… a interação parece aumentar a cada dia. Como já era previsto com o lançamento do Catalyst, a integração da arte com o desenvolvimento foi ampliada em larga escala se comparada com versões anteriores da suíte.
O desenho em pixels com qualidade de vetor é quase um milagre, porém, não se deve esquecer que o hardware precisará acompanhar as inovações: monitores com mais pontos de resolução e um bom processador vão ajudar na hora de renderizar tanta novidade, caso contrário, vai ser como desenhar um jardim em Flash num ícone 11×11 px hoje: tudo desfocado e ninguém entende nada do que você passou horas para desenhar.
O Dynamic PDF Creation é bom. Bom só, não. Muito bom. Poder criar PDFs a partir de qualquer conteúdo interativo desenhado na suíte de forma mais fácil e intuitiva é impossível. Na minha opinião é um dos melhores recursos lançados como aprimoramento.
A criação de documentos digitais dinâmicos com InDesgin era prevista, desde a CS4, mas não da maneira em que a Adobe colocou. Muito bom. Mas se você não entende nadinha de A(ction) S(cript) vai ficar difícil tirar o máximo proveito. Há modificações que só vão ser realmente produtivas quando exportadas pra Flash e trabalhadas lá. Mesmo assim, não dá pra negar que é um catalisador e tanto pra quem está migrando do impresso para o digital.
O Photoshop traz recursos que, pelo vídeo, deixaria todos com lágrimas nos olhos. O recurso Content-Aware Fill é bom e facilita a vida de quem tem técnica e conhecimento teórico. Ferramenta é só o meio. Se você faz um bom trabalho desde a ferramenta carimbo, vai fazer o mesmo bom trabalho mais rápido. Se não faz… vai continuar fazendo um trabalho ruim, só que mais rápido também.
A transformação Puppet Wrap é um recurso que eu já precisei muito várias vezes e levei o maior chocolate pra fazer, agora, muito mais fácil.
No Photoshop a melhor surpresa para mim ficou por conta dos recursos de pintura melhorados do Mixer Brush (muita gente vai dizer que já existia no Painter e no Gimp, mas não no Photoshop) nada mais justo do que incluí-lo agora. Pintar no Photoshop vai ser menos penoso e mais produtivo.
E o Catalyst… bem, prototipar para Flex usando o Photoshop ou o Illustrator com comportamento já fala por si só, mas pra dizer se funciona de verdade, tem que ter um desenvolvedor, ele sim pode dizer se facilita pra ele e se é eficiente. Se for, ah, foi tudo o que eu sonhei todas as noites desde que comecei a trabalhar com sistemas Flex.
Pra dizer se tudo isso é bom ou ruim só uma coisa vai definir: performance. Espero que tenha melhorado, porque muito recurso, mas tendo que comprar uma máquina nova a cada versão a Adobe vai me falir ou fazer com que eu mude de profissão, porque o CS4 pesava mais que um elefante no desempenho da máquina. Vamos aguardar pra falar com mais propriedade.

A Corel anuncia o CorelDRAW X5 e seus 50 recursos novos e melhorados.

O Corel Connect (um localizador de arquivos que facilita a busca por cliparts e imagens para compor o trabalho), B-Spline – a ferramenta mídia artística atualizada, com pontas de seta escaláveis e Match Fill que conta com transparência para preenchimento de malha.

O Corel PowerTRACE X5 sofreu melhorias consideráveis e converte bitmaps em gráficos vetoriais de maneira mais eficiente (ele já era muito bom). A suíte conta também com a inclusão de ferramentas de pintura semelhantes ao Painter.

Para quem está começando ou precisa de uma ajudinha inspiradora de vez em quando, o Corel traz diversos pacotes de materiais, como fontes, incluindo a Helvética, Frutiger e Futura, modelos de veículos, muitos modelos de design, e milhares de cliparts e fotos em alta resolução livres de direitos autorais.

As versões para avaliação e download já estão disponíveis no site da Corel (www.corel.com/coreldraw) e chega nas lojas em abril, pelo preço sugerido de R$ 1.399,00.

Fala a verdade: ninguém joga fora um impresso num papel bonito… Você pode até não entender nada de papel (embora devesse, se está lendo esse blog) Mas jogaria fora um papel (entenda, falo de papel, não plástico) transparente? Jogaria fora um papel com textura de queijo, pele de bebê, pão, pêssego? E se fosse um papel perolado? Melhor: Papel reciclado com partículas que se assemelham a ouro e pedras. Cada vez mais a tecnologia gráfica está se aprimorando quando se trata de trazer novas experiências para o cliente. Impressos com alto impacto precisam cada vez mais de um papel que mostre o quanto seu produto é bom. Invista no papel do seu impresso. Além de valorizar o produto, vai valorizar o seu trabalho gráfico e seu portifólio também.
Para conhecer alguns dos papéis citados aqui: http://www.arjowiggins.com.br.

maeda_fireball

Quem me conhece sabe que sempre fui fã de layouts simples. Coisas simples. Pouco texto, imagens significativas. espaço em branco para descansar a vista, poucos botões, só as cores indispensáveis… para ter uma idéia, depois que passei a usar mais o notebook acho que a quantidade de teclas de um teclado normal é desnecessária.

O fato é que, depois de iniciar a leitura de As leis da simplicidade: vida, negócios, tecnologia, design, do John Maeda, fiquei ainda mais convencida de que o simples é algo fundamental no mundo em que vivemos.

O cara é Designer do MIT (é, aquele instituto de tecnologia do Massachussets, sim) e prova por A+B que coisas simples é aquilo que todo mundo procura. Faz um contraponto excelente sobre simplicidade x complexididade e não é um maníaco que acha que tudo deva ser só páginas em branco com uma caixa de pesquisa (calma aê, sou apaixonada pelo Google e acho que o design dele é muito bom, não gosto é quando querem transformar coisas que não podem ser como o Google em algo tão simples quanto).

Um dos questionamentos que ele faz é porque o IPod é caro e mesmo assim é o mp3 player mais vendido e desejado do mundo quando existem outros que fazem muito mais? A resposta é óbvia: o IPod é simples. O Maeda nos convence de que as empresas procuram simplicidade e que usabilidade está plenamente casada com a simplicidade. É um livro obrigatório para quem quer desenvolver bons layouts, quer ter uma arquitetura de navegação perfeita, quer ter usuários satisfeitos entre tantas outras coisas.

Apesar de voltado para o Design serve para todas as áreas da vida. É simplesmente excelente.

Pessoal, muita gente vive me pedindo dicas de um contrato legal de projeto de design, de diagramação e eu vivo esquecendo de dar o modelo. Segue abaixo um modelo que encontrei no site da faculdade de Design da Santa Catarina. Os links para o original não estão mais disponíveis (eu tenho esse contrato há uns quatro anos ou mais). Acho bem elaborado. Só lembrando: é um modelo. Devem haver adequações para cada trabalho. Cada trabalho, cada cliente é um caso particular.

INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E CONCESSÃO DE USO DE PROJETO GRÁFICO

Contrato nº:

(dados do contratante)

(dados do contratado)

Por favor, leia com atenção os termos e as condições no verso. O presente contrato foi elaborado no intuito de resguardar ambas as partes contratantes. Ao firmar este instrumento você estará assumindo direitos e obrigações. Por isso, leia todas as cláusulas com bastante atenção.

Objeto do contrato: criação e desenvolvimento de projeto gráfico de:

a)   __________________________________________________________________

b)   __________________________________________________________________

c)   __________________________________________________________________

Remuneração do contratado: total R$__________________________________________

Forma de pagamento: ______________________________________________________

Prazo de vigência e finalidade para uso do projeto gráfico: _________________________

Prazo de entrega do trabalho: ________________________________________________

Cessão dos direitos autorais patrimoniais: sim (   )   não (   )

Valor da cessão e forma de pagamento: ________________________________________

Acompanhamento técnico: sim (   )  não (   )

Remuneração e forma de pagamento: __________________________________________

Observações:_____________________________________________________________

Cláusulas Contratuais

1)   Pelo presente instrumento o (a) CONTRATADO (a) obriga-se a desenvolver projeto gráfico indicado no anverso deste instrumento e para o qual a CONTRATANTE fornecerá briefing, preferencialmente por escrito, referente ao produto/serviço destinatários do projeto.

2)   As etapas do trabalho deverão ser apresentadas à CONTRATANTE nos prazos indicados no anverso deste instrumento.

3)   Os serviços ora contratados não englobam a execução material do projeto, parcial ou integralmente, ou trabalhos de terceiros fornecedores.

4)   Trabalhos criados pelo(a) CONTRATADO (a), aprovados ou não pela CONTRATANTE, mas que não venham a ser utilizados no projeto final, deverão ser restituídos ao CONTRATADO (a) e não poderão ser utilizados pela CONTRATANTE sem nova negociação.

5)   Havendo necessidade, para a execução do trabalho, na contratação de terceiros fornecedores, o (a) CONTRATADO (a) deverá apresentar à CONTRATANTE três orçamentos de terceiros fornecedores de cada área de atuação, a não ser quando o trabalho for de pequeno valor, quando então será dispensada a apresentação de orçamentos. A escolha dos fornecedores pelo CONTRATANTE deverá ocorrer em prazo que não comprometa a realização do trabalho.

6)   A contratação de fornecedores indicados pela CONTRATANTE, que não os indicados pelo (a) CONTRATADO (a), desobriga este último de qualquer responsabilidade sobre eventual falta de qualidade dos serviços ou produtos fornecidos por esses terceiros. Entretanto, poderá o CONTRATADO (a) exigir a refeitura desses trabalhos dos citados fornecedores, caso os mesmos não atinjam a qualidade técnica pretendida, colocando em risco, conseqüentemente, a qualidade do projeto gráfico.

7)   O pagamento dos fornecedores supra sera sempre de responsabilidade da CONTRATANTE, ainda  que, eventualmente, o  (a) CONTRATADO (a) adiante tal pagamento ou que as notas fiscais/faturas por aqueles emitidas o sejam contra o (a) contratado (a).

8)   O projeto criado e desenvolvido pelo (a) CONTRATADO (a) e aprovado pela CONTRATANTE poderá ser utilizado para as finalidades e prazos estabelecidos neste instrumento. A utilização para qualquer outra finalidade e para período suplementar dependerá de novo ajuste entre as partes.

9) Pela prestação de serviços objeto deste contrato e pela concessão na sua utilização para o fim já referido, o (a) CONTRATADO (a) receberá da contratante a importância estabelecida no neste instrumento, nos prazos e formas ali indicados.

10) Eventuais outras remunerações devidas ao (à) CONTRATADO (a) pela contratante, decorrentes da supervisão, coordenação e administração dos serviços e produtos de terceiros fornecedores, de direitos conexos por eventual reutilização do projeto gráfico além do prazo contratual, desde que para as mesmas finalidades, estão indicadas neste instrumento, no item “observações”.

Parágrafo único. Havendo acompanhamento técnico por parte do (a) CONTRATADO (a) em relação a trabalho de terceiros, a remuneração do (a) CONTRATADO (a)  por esse serviço está indicada neste instrumento.

11) O atraso no pagamento de qualquer remuneração devida ao (a) CONTRATADO (a) implicará a obrigação da CONTRATANTE de ainda supertar além do valor principal corrigido monetariamente, também os juros legais de 1% ao mês e a multa moratória de 10 % do valor em atraso.

12) A remuneração do (a) CONTRATADO (a) indicada neste instrumento poderá ser revista caso ocorram: a) alterações no briefing ou na complexidade do trabalho; b) alterações nos prazos estabelecidos decorrentes de atraso por parte da CONTRATANTE na entrega de materiais ou aprovações necessárias ao desenvolvimento do trabalho; c) modificações ou refeituras no projeto executivo (artes-finais, desenhos técnicos, memoriais etc.) que venham a ser solicitadas, após etapas já aprovadas (layouts, estudos, mock-ups etc.); d) aplicações do projeto em outras peças que não as especificadas neste contrato.

13) Aplicam-se ao relacionamento entre CONTRATADO (a) e CONTRATANTE, além das normas dispostas pelo código civil, também as da lei nº 5.988/73 (lei do direito do autor), pelo que o crédito autoral sobre os trabalhos objeto deste contrato deve ser sempre indicado.

14) O CONTRATASO agirá atendendo sempre às normas éticas de sua categoria profissional, bem como manterá absoluto sigilo das informações que lhe forem passadas pela CONTRATANTE.

15) O presente contrato não pode ser rescindido sem justa causa, sob pena de incorrer o denuciante na hipótese da clausula 16.

16) Eventual infração a qualquer das cláusulas aqui estabelecidas ensejará a parte inocente a promover medidas judiciais para haver perdas e danos.

17) Elegem as partes o foro da comarca de ……………, com exclusão de qualquer outro, por mais privilegiado que seja, par dirimir eventuais dúvidas surgidas em decorrência do presente ajuste.

O presente instrumento é firmado pelas partes e pelas testemunhas, em duas vias de igual teor.

Cidade,

CONTRATANTE:

CONTRATADO:

TESTEMUNHAS:

benguiat1

Todo mundo tem os seus preferidos nos seus assuntos também preferidos. Como quem já leu esse blog sabe, um dos meus assuntos preferidos é Design editorial e, por consequência, tipografia. E eu tenho meus preferidos: Ed Benguiat (Ephram Edward Benguiat) e Adrian Frutiger.

Acho muito difícil encontrar histórias legais sobre tipografia na Internet. Também acho importante para quem se interessa por Design saber um pouco mais sobre a história daquilo que usa nos seus trabalhos. Conhecer a história de um tipo ajuda na sua aplicação correta.

Por que estou falando tudo isso? Li uma ótima reportagem do Ricardo Pagemaker, na revista especializada em produção gráfica Professional Publish, sobre uma de minhas fontes (e tipógrafo) preferidos: Benguiat e Ed Benguiat, respectivamente. Achei tão interessante que gostaria de compartilhar algumas coisas legais que li com quem lê meu Blog (falar nisso, muito obrigada!).

O tipo Benguiat, diferente da maioria, surgiu por acaso. Foi criado a partir de um projeto mal sucedido. Por volta de 1970, enquanto trabalhava com Herb Lubalin (é, ele mesmo, criador da Avant Garde…), um amigo pediu a Ed que lhe criasse um logotipo para uma loja que este iria abrir. Embora Ed tivesse criado vários tipos de traço bem acabado, o seu amigo rejeitou vários deles, inclusive um que o próprio Ed passou a simpatizar. Os traços que geraram essa simpatia deram origem à tão conhecida fonte Benguiat que conhecemos hoje.

Embora seu amigo não tivesse gostado, Ed não desistiu e passou a trabalhar na sua simpática fonte. Lubalin pediu explicações. Pediu um bom motivo para todo aquele trabalho num tipo que tinha sido rejeitado e, se Ed Benguiat não tivesse um bom motivo, deveria interromper seu projeto. Mas Ed (eu sou fã dele) não desistiu. Submeteu seu projeto à diretoria da Internacional Typeface Corporate (ITC), que rejeitou. Persistente, Ed Benguiat fez modificações e apresentou sua família de fontes mais três vezes até que, em 1976, a Benguiat foi aprovada pela ITC para ser comercializada, o que passou a ocorrer, de fato, em 1977.

Em 1979, Ed Benguiat lançou a Benguiat Gothic, versão mais fina e arredondada de sua precursora. Graças à persistência do Ed – ele mesmo, O Cara – temos a Benguiat: clássico da tipografia mundial.

O nova-iorquino Ed Benguiat  desenhou muitas outras fontes, acredita-se que algo em torno de 900. Continua a criar, dar paletras e ensinar por aí a fora. Esteve no Brasil em 2008, numa palestra promovida pela ESPM. Alguns de seus tipos mais conhecidos fazem parte do portfólio da ITC: ITC Benguiat, ITC Benguiat Gothic, ITC Edwardian Script, ITC Souvenir, Benguiat Frisky, ITC Tiffany e muitas outras, além da colaboração em diversos projetos. Por isso, ele é um dos Grandes Caras da Tipografia.

Fuçando na net encontrei um material sobre cores. Não é bem apropriado para produção gráfica, é mais para compreender misturas, um pouco de psicologia das cores e teoria da arte mesmo (que aliás, é importante para todas as áreas de comunicação, humanas e antropológicas). Quem quiser dar uma conferida é só clicar aqui.

 

Opa! Ainda bem que existe gente boa na Terra!

Encontrei um site com muito material legal sobre Produção gráfica. Sim, talvez você já conheça, mas talvez não.

É o site de um professor de Produção gráfica. O site não é exatamente bonito, mas o material é muito útil para quem quer entender um pouquinho sobre os processos de impressão profissional como flexografia, impressão digital, tipografia e blá, blá, blá…

Tem muito material legal, principalmente pra quem ministra aulas como eu.

Para acessar o link é só clicar aqui.

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