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A inspiração veio do html5 em inglês: http://shouldiworkforfree.com/ 😀

Hoje estive tentando retormar a leitura de Interação humano-computador. O trabalho que eu digo que amo tanto aqui exige que, de vez em quando, leiamos sobre coisas que até já sabemos para relembrar. Daí chego em algo que me chama a atenção. É um tópico sobre perspectiva de reflexão em ação em Design. Uma proposta de Schön. O trecho do livro cita Löwgren e Stolterman. Tá certo, não está entendendo o que isso que eu falei até agora tem a ver com o título, né?

É que esse trecho do livro cita características importantes para quem está pensando em ser designer de interação. Claro, com algumas adaptações se aplica a todas as outras subdivisões do design. Então pega o caderno e anota aí:

  • Criatividade e capacidade de análise para criar e modelar ideias (ser criativo, isso não vai mudar, em qualquer descrição sobre designers que venha a ler);
  • Capacidade crítica e de julgamento para decidir (não concorde com tudo, discuta, pergunte, não tenha medo de perguntar por quê e/ou expressar uma opinião contrária à maioria, desde que tenha fundamento);
  • Capacidade de comunicação e negociação para trabalhar com clientes, usuários e desenvolvedores (aprenda isso: designers tem que saber falar, ouvir, entender e escrever bem. Isso é comunicar-se e é essencial);
  • Conhecimento sobre as tecnologias disponíveis para projetar qualidades estruturais e funcionais (como o seu trabalho vai ser concretizado é problema seu. E se você quer que saia direito, acompanhe as etapas do processo, saiba o que é possível de fazer e o que não é. Não viaje. Design é projeto, não é obra de Salvador Dalí);
  • Conhecimento sobre valores e ideais dos envolvidos para projetar qualidades éticas (Você não produz peças para si mesmo. Conheça seu cliente, seu usuário, que pode ser interno ou externo. O que você ajuda a criar deve ter valor para ele ou seu produto será um fracasso);
  • Capacidade de apreciar e compor coisas agradáveis aos sentidos para projetar qualidades estéticas (se o que você faz é feio, mas funciona, alguém está estudando para criar um produto concorrente ao seu que também funciona, é bonito e interessante. Daí você vai perder o cliente).

Lembre-se de que você pode ter habilidade natural para algo, mas tudo exige esforço. Ninguém é bom designer por acaso.

Não importa de que área você seja, se a empresa é pequena, média ou grande, ou ainda que posição você ocupa dentro dela, sempre vai encontrar aquelas criaturas que, de propósito ou não, vivem para atormentar a vida de bons profissionais (pode ser pior, talvez você seja o que atormenta e nem o sabe…).

Observando as coisas, pude comprovar que alguns padrões se repetem, criando perfis de verdadeiros derrubadores de bons profissionais. É verdade que, a maioria de nós, em algum momento demonstra algumas das características que eu vou citar, mas os matadores de bons profissionais são seres implacáveis. Eles fazem isso todos os dias. Com qualquer bom profissional que cruze o seu caminho. São eles:

Os invejosos: São os mais fáceis de reconhecer. Eles simplesmente procuram seguir os seus passos, tanto que às vezes parecem sua sombra. Mas eles não se contentam com isso. Eles fazem parecer que é você quem está fazendo isso, e não eles. Tudo o que você faz não é bom o suficiente diante dos outros e eles não se cansam de comentar que você “só quer ser”. Eles conseguem derrubar um bom profissional porque alguém, quase sempre um superior hierárquico, acredita no que eles dizem.

Os burocráticos: Estes acham que todo mundo precisa deles e que eles já tem trabalho suficiente para três reencarnações, enquanto o resto do mundo só quer se aproveitar deles e não trabalham o suficiente, não trabalha tanto quanto eles. Sendo assim, eles fazem de tudo para retardar o trabalho de chegar à sua mão. “Ah, você esqueceu essa vírgula”, “Não posso fazer nada por você se você não me enviar um e-mail”, “Preciso que você converta tudo para dólares e euros, vai que o chefe resolve comprar no exterior?” E você, fica lá, tentando atender à toda e qualquer não-conformidade que possa surgir da cabeça dessas criaturas enquanto o seu trabalho acumula e seu chefe pega no seu pé.

Os carismáticos: Todo mundo gosta deles. São animados, falantes, divertidos, alegres e sempre tem histórias hilariantes do fim de semana. Então eles simplesmente não suportam que qualquer um outro receba mais atenção do que eles em qualquer área que seja. Desta forma, eles vão abusar de todo o seu carisma para fazer com que os outros acreditem que você, o bom profissional, na verdade é uma farsa. Sabe como é: “não quer trabalhar”, “fica fazendo corpo-mole”, “recebe privilégios porque é o queridinho do chefe”… ah, são muitas as causas para o “trabalho de quem não merece ser reconhecido”.

Os príncipes: Personificados diretamente de “O Príncipe” de Maquiavel, você já deve conhecer bem a história. Para subir, seja lá onde, vão fazer o possível e o impossível. Vão derrubar qualquer pessoa que estiver no seu caminho de alguma forma. O seu crescimento justifica qualquer coisa que eles façam para obtê-lo. E lá vai você ser atormentado por este ser que vê você como uma ameaça para a ascenção tão desejada.

Os analfabetos funcionais: Sim, eles fizeram faculdade (ou seja lá qual for a escolaridade exigida para a função). O problema é que eles simplesmente não conseguem entender o que quer que alguém tente explicar a eles e, é claro, a culpa sempre é do cara que estudou o suficiente para estar ali, se matando pra tentar explicar da forma mais didática possível, uma coisa que o analfabeto funcional à sua frente já deveria saber desde o jardim da infância.

Os workchaolics: A menos que você seja como eles e trabalhe 75 horas por semana com ou sem necessidade, você é um atraso para a empresa e está ocupando o lugar de alguém mais produtivo. Ah, isso aí vai ser levantado na próxima reunião como “Ele [a] não é uma pessoa comprometida. 

Os jurados: Estes sempre estão procurando culpados por qualquer coisa que possa vir a dar errado (isso mesmo, nem precisa ter dado errado ainda, mas se houver a possibilidade…). E, é lógico, se algo der errado, ele vai achar um culpado, que nunca é ele e nem ninguém da equipe dele.

Os donos do mundo: Não importa que eles já tenham serviço demais. Qualquer coisa nova que aparecer é deles e, se você não quiser levar uma mordida, é melhor nem chegar perto. Afinal, como ele vai crescer se não chamar a responsabilidade de tudo para si? E depois que ele não consegue terminar nada, aquele cara, o bom profissional é que não foi pro-ativo para ajudá-lo com as tarefas que ele assumiu. Afinal: “Você não viu que era muita coisa para ele fazer sozinho?”.

Os crédulos: Estes acreditam em qualquer coisa. E, fazendo assim, vão ouvindo conversas nocivas sobre outros e acabam por tomar decisões não abalizadas e sem provas. Geralmente isso vai afetar aqueles que menos merecem. O mundo é injusto.

As vítimas: Tudo o que você, bom profissional fizer, tem o intuito de derrubá-lo. Você entregou seu relatório no prazo? Foi para prejudicá-lo, já que ele estava muito ocupado para fazer o dele. Você vai sair de férias? É pra deixar tudo nas costas dele. Você é promovido? É porque ele é injustiçado. Você foi demitido? Ele vai ficar sozinho com tanto trabalho! Você fica exatamente onde está? Atrapalha a sua ascenção. Vai chover? A culpa é sua também… vá entender…

E tem os que misturam um pouco de cada um destes acima, claro.

Ainda não existe vacina contra estas criaturas, é verdade. A melhor maneira de se proteger deles, ainda é ser um bom profissional. Porque de qualquer forma, cedo ou tarde, a verdade sempre aparece.

Se você já teve curiosidade em ler sobre quem escreve este humilde blog (que está demorando a ser atualizado, diga-se de passagem) deve ter visto, com alguma surpresa, que a criatura que cá escreve é formada em Marketing pela Faculdade de tecnologia de Curitiba, mas trabalha com design gráfico em uma fábrica de software. Muitas pessoas me perguntam: “Mas por que você fez Marketing? O que é que uma coisa tem a ver com a outra?”.

Quem estuda (ou já estudou) design sabe que o objetivo de um designer geralmente é fazer algo bonito e funcional. Um quadro pode ser muito bonito, mas não tem lá muita funcionalidade a não ser nos encantar com a qualidade do “belo”.

Vários objetos podem ser práticos e funcionais, mas não necessariamente são bonitos para serem úteis.

O designer estuda as necessidades das pessoas (quer elas estejam conscientes disso ou não) para realizar seus projetos. Exatamente o que fazem os profissionais de Marketing. Ambos enxergam as necessidades e desejos do seu público-alvo com o fim de atingir o seu objetivo. A diferença é que o primeiro se preocupa com a forma, enquanto o segundo vai pensar nos aspectos comerciais.

Todos os dias, ao desenhar uma tela, um ícone ou pensar num esquema de navegação, minha primeira preocupação sempre se refere ao usuário (meu cliente, a parte humana do meu trabalho). Penso como designer, para fazer algo bonito e penso como mercadóloga, para fazer algo que satisfaça os desejos e as necessidades dos clientes e seja economicamente viável para a empresa.

Designers, assim como os mercadólogos, utilizam praticamente as mesmas disciplinas em seu trabalho: psicologia, antropologia, filosofia, matemática…

Design é multidisciplinar. Se você quer ser designer lembre-se disso. Designer tem a ver com tudo. Porque as pessoas tem a ver com tudo, tudo o que é produzido, é produzido para elas.  Aprender sempre, para ser designer, é regra.

No final, designers e mercadólogos querem fazer as pessoas felizes.

Hoje ao meio-dia, horário de Brasília, foi lançada a Creative Suíte 5. A Adobe fez um mega lançamento e, embora não tenha testado os recursos ainda (não baixei na máquina pra usar) tenho algumas considerações que acho importantes sobre a CS5.
A cada dia as mídias (impressa, Web e vídeo) estão mais integradas. InDesign faz uma exportação mais eficiente para Flash Professional, a paleta MiniBridge se propõe a facilitar a troca de arquivos… a interação parece aumentar a cada dia. Como já era previsto com o lançamento do Catalyst, a integração da arte com o desenvolvimento foi ampliada em larga escala se comparada com versões anteriores da suíte.
O desenho em pixels com qualidade de vetor é quase um milagre, porém, não se deve esquecer que o hardware precisará acompanhar as inovações: monitores com mais pontos de resolução e um bom processador vão ajudar na hora de renderizar tanta novidade, caso contrário, vai ser como desenhar um jardim em Flash num ícone 11×11 px hoje: tudo desfocado e ninguém entende nada do que você passou horas para desenhar.
O Dynamic PDF Creation é bom. Bom só, não. Muito bom. Poder criar PDFs a partir de qualquer conteúdo interativo desenhado na suíte de forma mais fácil e intuitiva é impossível. Na minha opinião é um dos melhores recursos lançados como aprimoramento.
A criação de documentos digitais dinâmicos com InDesgin era prevista, desde a CS4, mas não da maneira em que a Adobe colocou. Muito bom. Mas se você não entende nadinha de A(ction) S(cript) vai ficar difícil tirar o máximo proveito. Há modificações que só vão ser realmente produtivas quando exportadas pra Flash e trabalhadas lá. Mesmo assim, não dá pra negar que é um catalisador e tanto pra quem está migrando do impresso para o digital.
O Photoshop traz recursos que, pelo vídeo, deixaria todos com lágrimas nos olhos. O recurso Content-Aware Fill é bom e facilita a vida de quem tem técnica e conhecimento teórico. Ferramenta é só o meio. Se você faz um bom trabalho desde a ferramenta carimbo, vai fazer o mesmo bom trabalho mais rápido. Se não faz… vai continuar fazendo um trabalho ruim, só que mais rápido também.
A transformação Puppet Wrap é um recurso que eu já precisei muito várias vezes e levei o maior chocolate pra fazer, agora, muito mais fácil.
No Photoshop a melhor surpresa para mim ficou por conta dos recursos de pintura melhorados do Mixer Brush (muita gente vai dizer que já existia no Painter e no Gimp, mas não no Photoshop) nada mais justo do que incluí-lo agora. Pintar no Photoshop vai ser menos penoso e mais produtivo.
E o Catalyst… bem, prototipar para Flex usando o Photoshop ou o Illustrator com comportamento já fala por si só, mas pra dizer se funciona de verdade, tem que ter um desenvolvedor, ele sim pode dizer se facilita pra ele e se é eficiente. Se for, ah, foi tudo o que eu sonhei todas as noites desde que comecei a trabalhar com sistemas Flex.
Pra dizer se tudo isso é bom ou ruim só uma coisa vai definir: performance. Espero que tenha melhorado, porque muito recurso, mas tendo que comprar uma máquina nova a cada versão a Adobe vai me falir ou fazer com que eu mude de profissão, porque o CS4 pesava mais que um elefante no desempenho da máquina. Vamos aguardar pra falar com mais propriedade.

A Faculdade Marista do Recife está com inscrições abertas para o curso de especialização em Front-end e Design, com previsão para o início de Maio/2010. O currículo foca em linguagens de programação para Web e orientada a objetos. A Inscrição custa R$ 50,00 e mais 18 mensalidades de R$ 390,00. Para quem quiser mais informações, consulte a página de detalhes da especialização aqui.

maeda_fireball

Quem me conhece sabe que sempre fui fã de layouts simples. Coisas simples. Pouco texto, imagens significativas. espaço em branco para descansar a vista, poucos botões, só as cores indispensáveis… para ter uma idéia, depois que passei a usar mais o notebook acho que a quantidade de teclas de um teclado normal é desnecessária.

O fato é que, depois de iniciar a leitura de As leis da simplicidade: vida, negócios, tecnologia, design, do John Maeda, fiquei ainda mais convencida de que o simples é algo fundamental no mundo em que vivemos.

O cara é Designer do MIT (é, aquele instituto de tecnologia do Massachussets, sim) e prova por A+B que coisas simples é aquilo que todo mundo procura. Faz um contraponto excelente sobre simplicidade x complexididade e não é um maníaco que acha que tudo deva ser só páginas em branco com uma caixa de pesquisa (calma aê, sou apaixonada pelo Google e acho que o design dele é muito bom, não gosto é quando querem transformar coisas que não podem ser como o Google em algo tão simples quanto).

Um dos questionamentos que ele faz é porque o IPod é caro e mesmo assim é o mp3 player mais vendido e desejado do mundo quando existem outros que fazem muito mais? A resposta é óbvia: o IPod é simples. O Maeda nos convence de que as empresas procuram simplicidade e que usabilidade está plenamente casada com a simplicidade. É um livro obrigatório para quem quer desenvolver bons layouts, quer ter uma arquitetura de navegação perfeita, quer ter usuários satisfeitos entre tantas outras coisas.

Apesar de voltado para o Design serve para todas as áreas da vida. É simplesmente excelente.

Pessoal, muita gente vive me pedindo dicas de um contrato legal de projeto de design, de diagramação e eu vivo esquecendo de dar o modelo. Segue abaixo um modelo que encontrei no site da faculdade de Design da Santa Catarina. Os links para o original não estão mais disponíveis (eu tenho esse contrato há uns quatro anos ou mais). Acho bem elaborado. Só lembrando: é um modelo. Devem haver adequações para cada trabalho. Cada trabalho, cada cliente é um caso particular.

INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E CONCESSÃO DE USO DE PROJETO GRÁFICO

Contrato nº:

(dados do contratante)

(dados do contratado)

Por favor, leia com atenção os termos e as condições no verso. O presente contrato foi elaborado no intuito de resguardar ambas as partes contratantes. Ao firmar este instrumento você estará assumindo direitos e obrigações. Por isso, leia todas as cláusulas com bastante atenção.

Objeto do contrato: criação e desenvolvimento de projeto gráfico de:

a)   __________________________________________________________________

b)   __________________________________________________________________

c)   __________________________________________________________________

Remuneração do contratado: total R$__________________________________________

Forma de pagamento: ______________________________________________________

Prazo de vigência e finalidade para uso do projeto gráfico: _________________________

Prazo de entrega do trabalho: ________________________________________________

Cessão dos direitos autorais patrimoniais: sim (   )   não (   )

Valor da cessão e forma de pagamento: ________________________________________

Acompanhamento técnico: sim (   )  não (   )

Remuneração e forma de pagamento: __________________________________________

Observações:_____________________________________________________________

Cláusulas Contratuais

1)   Pelo presente instrumento o (a) CONTRATADO (a) obriga-se a desenvolver projeto gráfico indicado no anverso deste instrumento e para o qual a CONTRATANTE fornecerá briefing, preferencialmente por escrito, referente ao produto/serviço destinatários do projeto.

2)   As etapas do trabalho deverão ser apresentadas à CONTRATANTE nos prazos indicados no anverso deste instrumento.

3)   Os serviços ora contratados não englobam a execução material do projeto, parcial ou integralmente, ou trabalhos de terceiros fornecedores.

4)   Trabalhos criados pelo(a) CONTRATADO (a), aprovados ou não pela CONTRATANTE, mas que não venham a ser utilizados no projeto final, deverão ser restituídos ao CONTRATADO (a) e não poderão ser utilizados pela CONTRATANTE sem nova negociação.

5)   Havendo necessidade, para a execução do trabalho, na contratação de terceiros fornecedores, o (a) CONTRATADO (a) deverá apresentar à CONTRATANTE três orçamentos de terceiros fornecedores de cada área de atuação, a não ser quando o trabalho for de pequeno valor, quando então será dispensada a apresentação de orçamentos. A escolha dos fornecedores pelo CONTRATANTE deverá ocorrer em prazo que não comprometa a realização do trabalho.

6)   A contratação de fornecedores indicados pela CONTRATANTE, que não os indicados pelo (a) CONTRATADO (a), desobriga este último de qualquer responsabilidade sobre eventual falta de qualidade dos serviços ou produtos fornecidos por esses terceiros. Entretanto, poderá o CONTRATADO (a) exigir a refeitura desses trabalhos dos citados fornecedores, caso os mesmos não atinjam a qualidade técnica pretendida, colocando em risco, conseqüentemente, a qualidade do projeto gráfico.

7)   O pagamento dos fornecedores supra sera sempre de responsabilidade da CONTRATANTE, ainda  que, eventualmente, o  (a) CONTRATADO (a) adiante tal pagamento ou que as notas fiscais/faturas por aqueles emitidas o sejam contra o (a) contratado (a).

8)   O projeto criado e desenvolvido pelo (a) CONTRATADO (a) e aprovado pela CONTRATANTE poderá ser utilizado para as finalidades e prazos estabelecidos neste instrumento. A utilização para qualquer outra finalidade e para período suplementar dependerá de novo ajuste entre as partes.

9) Pela prestação de serviços objeto deste contrato e pela concessão na sua utilização para o fim já referido, o (a) CONTRATADO (a) receberá da contratante a importância estabelecida no neste instrumento, nos prazos e formas ali indicados.

10) Eventuais outras remunerações devidas ao (à) CONTRATADO (a) pela contratante, decorrentes da supervisão, coordenação e administração dos serviços e produtos de terceiros fornecedores, de direitos conexos por eventual reutilização do projeto gráfico além do prazo contratual, desde que para as mesmas finalidades, estão indicadas neste instrumento, no item “observações”.

Parágrafo único. Havendo acompanhamento técnico por parte do (a) CONTRATADO (a) em relação a trabalho de terceiros, a remuneração do (a) CONTRATADO (a)  por esse serviço está indicada neste instrumento.

11) O atraso no pagamento de qualquer remuneração devida ao (a) CONTRATADO (a) implicará a obrigação da CONTRATANTE de ainda supertar além do valor principal corrigido monetariamente, também os juros legais de 1% ao mês e a multa moratória de 10 % do valor em atraso.

12) A remuneração do (a) CONTRATADO (a) indicada neste instrumento poderá ser revista caso ocorram: a) alterações no briefing ou na complexidade do trabalho; b) alterações nos prazos estabelecidos decorrentes de atraso por parte da CONTRATANTE na entrega de materiais ou aprovações necessárias ao desenvolvimento do trabalho; c) modificações ou refeituras no projeto executivo (artes-finais, desenhos técnicos, memoriais etc.) que venham a ser solicitadas, após etapas já aprovadas (layouts, estudos, mock-ups etc.); d) aplicações do projeto em outras peças que não as especificadas neste contrato.

13) Aplicam-se ao relacionamento entre CONTRATADO (a) e CONTRATANTE, além das normas dispostas pelo código civil, também as da lei nº 5.988/73 (lei do direito do autor), pelo que o crédito autoral sobre os trabalhos objeto deste contrato deve ser sempre indicado.

14) O CONTRATASO agirá atendendo sempre às normas éticas de sua categoria profissional, bem como manterá absoluto sigilo das informações que lhe forem passadas pela CONTRATANTE.

15) O presente contrato não pode ser rescindido sem justa causa, sob pena de incorrer o denuciante na hipótese da clausula 16.

16) Eventual infração a qualquer das cláusulas aqui estabelecidas ensejará a parte inocente a promover medidas judiciais para haver perdas e danos.

17) Elegem as partes o foro da comarca de ……………, com exclusão de qualquer outro, por mais privilegiado que seja, par dirimir eventuais dúvidas surgidas em decorrência do presente ajuste.

O presente instrumento é firmado pelas partes e pelas testemunhas, em duas vias de igual teor.

Cidade,

CONTRATANTE:

CONTRATADO:

TESTEMUNHAS:

Está chegando o fim do ano. O fim do período. O último semestre da faculdade vem aí e eu começo a pensar numa possível pós.

Isso me remete ao tempo em que concluí meu ensino médio (e faz tempo, viu? Em dezembro fazem 10 anos…).

Parece um post vindo do nada, mas não é. Penso nisso há algum tempo. Estudo Marketing e Propaganda. Gosto do curso, me identifico. Mas o que gosto mesmo de fazer é diagramação. Gosto de palavras, de papel, de páginas, de posicioná-las, planejá-las. De fazer caber…

Na hora em que penso na pós, penso em como vou (re)encontrar o meu caminho agora… Se era difícil encontrar uma faculdade que me permitisse trabalhar as 40 horas e fazer o que gostava (aqui, em Pernambuco, o mais próximo do que eu gosto chama-se design gráfico e é preciso dedicação exclusiva pra fazer uma faculdade disso aqui…) a pós na área é praticamente impossível!

O texto que li num dos meus blogs preferidos, o http://grosserias.blog.br/, me fez voltar a pensar neste assunto hoje.

Cheguei à conclusão que é bem difícil conciliar os estudos àquilo que você realmente gosta e quer fazer da vida. Depois que terminar a faculdade, provavelmente vou fazer a pós e vai ser em outra coisa que não tem nada a ver com minhas queridas páginas impressas. Mas apesar disso, não me deixarei acomodar. Tou pouco ligando pra droga da faculdade (e pra porcaria da pós também). Continuarei me rebelando contra elas e continuarei com minhas páginas.

Isso tudo, em linguagem simples e clara poderia ser expresso em algumas míseras sentenças: Você pode até não estudar exatamente o que gosta. Mas pode escolher fazer o que gosta com ou sem uma porcaria de um curso superior. O curso serve pra garantir que você não vai morrer de fome. Fazer o que gosta vai garantir que você não vai morrer de tristeza.

Morri de pena. Hoje tive que reprovar uma de minhas alunas de Projetos de Design Gráfico. Tive vontade de chorar – e ela não ficou só na vontade, chorou mesmo. Isto aconteceu por causa de um trabalho que foi confiado a esta turma: duas equipes iriam criar revistas de oito páginas sobre Design. A postagem do trabalho ficou por conta de um dos membros da equipe dela, que não postou o trabalho e por isso, não pude dar nota e não pude aprová-la. Seria injusta com os que me entregaram.

Enfim, essa historinha me fez pensar. A minha aluna disse que tinha confiado na palavra da amiga, ela disse que estava tudo certo, que iria postar o trabalho que toda a equipe tinha feito, que estava tudo pronto.

Quando se trata de produção gráfica, não dá pra confiar nos outros. Não dá pra confiar que o birô vai saber o que fazer, que o impressor conhece você e o seu método de trabalho, que a máquina não vai quebrar, que o computador não vai “dar pau”, que a telefônica vai manter o Speedy funcionando, que o prazo é suficiente…

Acompanhar o andamento do seu trabalho é fundamental. Há aqueles que simplesmente esquecem que fizeram um trabalho depois que este passa para a mão de outros. Pensam: “Ah, já fiz a minha parte, agora é com você”. Muitos esquecem que se algo der errado, é o seu nome que vai estar lá, aquele trabalho vai para seu portifólio e depois de impresso, não dá mais pra “desimprimir”.

Acompanhe seu trabalho, vá até o birô, vá até a gráfica, tire provas de prelo, acompanhe o acabamento, conheça os profissionais que estão cuidando do seu trabalho. Conhecer é poder parar uma calamidade à tempo, é evitar uma tragédia com o seu material e o seu nome.

É dizer mais ou menos que não adianta rezar e esperar que tudo dê certo enquanto você espera com a mão no queixo.

Se minha aluna tivesse acompanhado a postagem do trabalho, se tivesse ligado para saber como estava o andamento das coisas, a história seria diferente e este post não estaria aqui, pelo menos por enquanto.

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