Arquivos para categoria: Pensando na vida

Um arame do portal belíssimo da arquitetura em Art Noveau brasileira, o Mercado de São José, no Recife. Se é pra ficar de cara pra cima por causa da cirurgia, vou pelo menos desenhar. 😛

 

A inspiração veio do html5 em inglês: http://shouldiworkforfree.com/ 😀

Fazia muito tempo que eu não desenhava nadinha. Pelo menos nada que não fosse uma tela ou os assets para ela. Desenhei o Marvin, da Warner, no Illustrator e me surpreendi pelo tempo que levei para faze-lo, olhando para outro desenho. Até dois anos atrás, isso levaria no máximo uns 10 minutos… hoje levou quase 20

😛

Não importa de que área você seja, se a empresa é pequena, média ou grande, ou ainda que posição você ocupa dentro dela, sempre vai encontrar aquelas criaturas que, de propósito ou não, vivem para atormentar a vida de bons profissionais (pode ser pior, talvez você seja o que atormenta e nem o sabe…).

Observando as coisas, pude comprovar que alguns padrões se repetem, criando perfis de verdadeiros derrubadores de bons profissionais. É verdade que, a maioria de nós, em algum momento demonstra algumas das características que eu vou citar, mas os matadores de bons profissionais são seres implacáveis. Eles fazem isso todos os dias. Com qualquer bom profissional que cruze o seu caminho. São eles:

Os invejosos: São os mais fáceis de reconhecer. Eles simplesmente procuram seguir os seus passos, tanto que às vezes parecem sua sombra. Mas eles não se contentam com isso. Eles fazem parecer que é você quem está fazendo isso, e não eles. Tudo o que você faz não é bom o suficiente diante dos outros e eles não se cansam de comentar que você “só quer ser”. Eles conseguem derrubar um bom profissional porque alguém, quase sempre um superior hierárquico, acredita no que eles dizem.

Os burocráticos: Estes acham que todo mundo precisa deles e que eles já tem trabalho suficiente para três reencarnações, enquanto o resto do mundo só quer se aproveitar deles e não trabalham o suficiente, não trabalha tanto quanto eles. Sendo assim, eles fazem de tudo para retardar o trabalho de chegar à sua mão. “Ah, você esqueceu essa vírgula”, “Não posso fazer nada por você se você não me enviar um e-mail”, “Preciso que você converta tudo para dólares e euros, vai que o chefe resolve comprar no exterior?” E você, fica lá, tentando atender à toda e qualquer não-conformidade que possa surgir da cabeça dessas criaturas enquanto o seu trabalho acumula e seu chefe pega no seu pé.

Os carismáticos: Todo mundo gosta deles. São animados, falantes, divertidos, alegres e sempre tem histórias hilariantes do fim de semana. Então eles simplesmente não suportam que qualquer um outro receba mais atenção do que eles em qualquer área que seja. Desta forma, eles vão abusar de todo o seu carisma para fazer com que os outros acreditem que você, o bom profissional, na verdade é uma farsa. Sabe como é: “não quer trabalhar”, “fica fazendo corpo-mole”, “recebe privilégios porque é o queridinho do chefe”… ah, são muitas as causas para o “trabalho de quem não merece ser reconhecido”.

Os príncipes: Personificados diretamente de “O Príncipe” de Maquiavel, você já deve conhecer bem a história. Para subir, seja lá onde, vão fazer o possível e o impossível. Vão derrubar qualquer pessoa que estiver no seu caminho de alguma forma. O seu crescimento justifica qualquer coisa que eles façam para obtê-lo. E lá vai você ser atormentado por este ser que vê você como uma ameaça para a ascenção tão desejada.

Os analfabetos funcionais: Sim, eles fizeram faculdade (ou seja lá qual for a escolaridade exigida para a função). O problema é que eles simplesmente não conseguem entender o que quer que alguém tente explicar a eles e, é claro, a culpa sempre é do cara que estudou o suficiente para estar ali, se matando pra tentar explicar da forma mais didática possível, uma coisa que o analfabeto funcional à sua frente já deveria saber desde o jardim da infância.

Os workchaolics: A menos que você seja como eles e trabalhe 75 horas por semana com ou sem necessidade, você é um atraso para a empresa e está ocupando o lugar de alguém mais produtivo. Ah, isso aí vai ser levantado na próxima reunião como “Ele [a] não é uma pessoa comprometida. 

Os jurados: Estes sempre estão procurando culpados por qualquer coisa que possa vir a dar errado (isso mesmo, nem precisa ter dado errado ainda, mas se houver a possibilidade…). E, é lógico, se algo der errado, ele vai achar um culpado, que nunca é ele e nem ninguém da equipe dele.

Os donos do mundo: Não importa que eles já tenham serviço demais. Qualquer coisa nova que aparecer é deles e, se você não quiser levar uma mordida, é melhor nem chegar perto. Afinal, como ele vai crescer se não chamar a responsabilidade de tudo para si? E depois que ele não consegue terminar nada, aquele cara, o bom profissional é que não foi pro-ativo para ajudá-lo com as tarefas que ele assumiu. Afinal: “Você não viu que era muita coisa para ele fazer sozinho?”.

Os crédulos: Estes acreditam em qualquer coisa. E, fazendo assim, vão ouvindo conversas nocivas sobre outros e acabam por tomar decisões não abalizadas e sem provas. Geralmente isso vai afetar aqueles que menos merecem. O mundo é injusto.

As vítimas: Tudo o que você, bom profissional fizer, tem o intuito de derrubá-lo. Você entregou seu relatório no prazo? Foi para prejudicá-lo, já que ele estava muito ocupado para fazer o dele. Você vai sair de férias? É pra deixar tudo nas costas dele. Você é promovido? É porque ele é injustiçado. Você foi demitido? Ele vai ficar sozinho com tanto trabalho! Você fica exatamente onde está? Atrapalha a sua ascenção. Vai chover? A culpa é sua também… vá entender…

E tem os que misturam um pouco de cada um destes acima, claro.

Ainda não existe vacina contra estas criaturas, é verdade. A melhor maneira de se proteger deles, ainda é ser um bom profissional. Porque de qualquer forma, cedo ou tarde, a verdade sempre aparece.

Se você já teve curiosidade em ler sobre quem escreve este humilde blog (que está demorando a ser atualizado, diga-se de passagem) deve ter visto, com alguma surpresa, que a criatura que cá escreve é formada em Marketing pela Faculdade de tecnologia de Curitiba, mas trabalha com design gráfico em uma fábrica de software. Muitas pessoas me perguntam: “Mas por que você fez Marketing? O que é que uma coisa tem a ver com a outra?”.

Quem estuda (ou já estudou) design sabe que o objetivo de um designer geralmente é fazer algo bonito e funcional. Um quadro pode ser muito bonito, mas não tem lá muita funcionalidade a não ser nos encantar com a qualidade do “belo”.

Vários objetos podem ser práticos e funcionais, mas não necessariamente são bonitos para serem úteis.

O designer estuda as necessidades das pessoas (quer elas estejam conscientes disso ou não) para realizar seus projetos. Exatamente o que fazem os profissionais de Marketing. Ambos enxergam as necessidades e desejos do seu público-alvo com o fim de atingir o seu objetivo. A diferença é que o primeiro se preocupa com a forma, enquanto o segundo vai pensar nos aspectos comerciais.

Todos os dias, ao desenhar uma tela, um ícone ou pensar num esquema de navegação, minha primeira preocupação sempre se refere ao usuário (meu cliente, a parte humana do meu trabalho). Penso como designer, para fazer algo bonito e penso como mercadóloga, para fazer algo que satisfaça os desejos e as necessidades dos clientes e seja economicamente viável para a empresa.

Designers, assim como os mercadólogos, utilizam praticamente as mesmas disciplinas em seu trabalho: psicologia, antropologia, filosofia, matemática…

Design é multidisciplinar. Se você quer ser designer lembre-se disso. Designer tem a ver com tudo. Porque as pessoas tem a ver com tudo, tudo o que é produzido, é produzido para elas.  Aprender sempre, para ser designer, é regra.

No final, designers e mercadólogos querem fazer as pessoas felizes.

It's evolution, baby!

Depois de um longo, longo tempo me deu vontade de escrever (e não sobre o assunto que eu pensei que seria, já que eu achava que este ia ser para a CS5, mas…). Isso aconteceu depois de precisar pesquisar sobre HTML 5 (notei, inclusive, que é perigoso querer falar sobre isso, durante as minhas pesquisas).

Cheguei a algumas conclusões importantes sobre os assuntos acima, embora acredite que nem todos vão concordar comigo. São elas:

– O site da W3C é horrível e eu não estou falando visualmente. Você precisa dar milhões de cliques até achar o que você precisa (tá bom, exagerei, mas a busca não é eficiente). Pensando que os sites web standards deveriam ser os mais usáveis (pela lógica de Nielsen…), aí vai um paradoxo (um dos vários) tem um campinho de busca, no site do escritório brasileiro, com um prompt “Digite para pesquisar”, só que quando você clica no campo, tem que apagar letra por letra, ou selecionar o texto, daí apagar, digitar o que você quer pesquisar e só então clicar no botão… ufa, cansei só de escrever. Aí você vai dizer: “mas é no site brasileiro…” e eu vou dizer que no W3C.org, tem um campo de busca, com o logotipo do Google, mas que não diz nada sobre a pesquisa só filtrar dentro do site… assim fica difícil defender.

Os “grandes mestres” em usabilidade detonam todo e qualquer estudo da percepção da forma que as escolas de design tenham feito. Até agora, a maior parte dos livros de grande referência na área desprezam qualquer inovação e tratam o usuário final como um ser “estúpido”, que só entende o que já conhece… imagina o que seria da Internet e outras grandes invenções do mundo se as pessoas só usassem o que conhecessem? Exemplo: Todos os links devem ser azuis e sublinhados, porque o usuário está habituado a isso. Já pensou a quantidade de texto azul? Sites de notícias todos em texto azul? Aí eu pego um livro do Nielsen onde ele diz: Sei que dissemos isso um dia, mas não foi bem isso que eu quis dizer. Ah, é verdade… não precisa mais ser azul. Só sublinhado… Neste ponto, voltamos ao site bonitinho (isso foi uma ironia) da W3C. Não é que ele é azul (hahaha) sublinhado e cheio de texto, que o carinha que entrar lá nem sabe por onde começar? Uma verdadeira poluição visual.

Moral da história: Escuto um monte de gente cultuando os Web Standards, a W3C, os mestres em usabilidade e desprezando aquilo que é o objetivo de qualquer produto: atender às necessidades e desejos do usuário. Vê se alguém quer só um carro com motor bom? Todo mundo quer mais: bom e bonito. Aí é que está o desafio para aqueles que constroem aplicativos Web: criar aplicações que atendam ao usuário e bonitas. Usáveis e charmosas.

Não que eu ache que os padrões da Web são ruins ou desnecessários. Acho que eles devem se adequar ao público-alvo. Se renovar, reinventar e, principalmente, acompanhar o seu público é o que qualquer produto precisa, mesmo a Internet.

Por essa posição dogmática da maioria é que existem tantos partidários do HTML 5, outros ferrenhos do Flash e ninguém enxerga mesmo é que a Web é grande, tem espaço para todo mundo, público para todo mundo e que quem agrada ao usuário, não necessariamente o “usável”, fica. Vamos ficar felizes com o novo e vamos aproveitar as coisas boas das soluções existentes também. Inovar é evoluir.

It’s evolution, baby!

Hoje é dia do designer. Parabéns a todos.

Idéias todo mundo tem. As idéias passam a ser úteis quando a gente aplica no dia-a-dia, quando nós descobrimos que alguém se beneficia dela. Estude, informe-se, leia. Idéias são alimentadas por outras idéias.

Está chegando o fim do ano. O fim do período. O último semestre da faculdade vem aí e eu começo a pensar numa possível pós.

Isso me remete ao tempo em que concluí meu ensino médio (e faz tempo, viu? Em dezembro fazem 10 anos…).

Parece um post vindo do nada, mas não é. Penso nisso há algum tempo. Estudo Marketing e Propaganda. Gosto do curso, me identifico. Mas o que gosto mesmo de fazer é diagramação. Gosto de palavras, de papel, de páginas, de posicioná-las, planejá-las. De fazer caber…

Na hora em que penso na pós, penso em como vou (re)encontrar o meu caminho agora… Se era difícil encontrar uma faculdade que me permitisse trabalhar as 40 horas e fazer o que gostava (aqui, em Pernambuco, o mais próximo do que eu gosto chama-se design gráfico e é preciso dedicação exclusiva pra fazer uma faculdade disso aqui…) a pós na área é praticamente impossível!

O texto que li num dos meus blogs preferidos, o http://grosserias.blog.br/, me fez voltar a pensar neste assunto hoje.

Cheguei à conclusão que é bem difícil conciliar os estudos àquilo que você realmente gosta e quer fazer da vida. Depois que terminar a faculdade, provavelmente vou fazer a pós e vai ser em outra coisa que não tem nada a ver com minhas queridas páginas impressas. Mas apesar disso, não me deixarei acomodar. Tou pouco ligando pra droga da faculdade (e pra porcaria da pós também). Continuarei me rebelando contra elas e continuarei com minhas páginas.

Isso tudo, em linguagem simples e clara poderia ser expresso em algumas míseras sentenças: Você pode até não estudar exatamente o que gosta. Mas pode escolher fazer o que gosta com ou sem uma porcaria de um curso superior. O curso serve pra garantir que você não vai morrer de fome. Fazer o que gosta vai garantir que você não vai morrer de tristeza.

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