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Gostaria de agradecer a todos os que responderam a pesquisa sobre o uso de ícones. A imagem acima busca resumir as informações colhidas e tenho certeza de que vão ajudar bastante quem trabalha com UX, arquitetura de informação, design gráfico, de interfaces na hora de avaliar o uso de imagens e na decisão de usá-las.

Como disse em uma das listas em que distribuí a pesquisa, nenhuma resposta dada foi considerada errada, visto que elas dependem das experiências do usuário e do contexto, conforme bem lembrado pela Pat Duarte.

Alguns dados interessantes que não estão na imagem:

Para o ícone com o símbolo “#” recebi uma resposta “Cores do documento”. Fui tentar entender o motivo e cheguei à conclusão que era influência da numeração dos hexadecimais, onde as cores são apresentadas com este símbolo com prefixo (ex.: Preto = #000000);

Fiquei surpresa com a quantidade de divergências para as imagens de “texto justificado” e “Nova página”. A primeira porque é um ícone muito conhecido e a porcentagem de divergência foi maior do que eu esperava.  A segunda, pelo motivo contrário: por não ser um ícone “padrão” a divergência foi muito pequena.

A mim, a pesquisa vai ajudar para o treinamento, conforme divulguei e no planejamento da interface de novas telas e sistemas. E a você, vai ajudar?

Hoje estive tentando retormar a leitura de Interação humano-computador. O trabalho que eu digo que amo tanto aqui exige que, de vez em quando, leiamos sobre coisas que até já sabemos para relembrar. Daí chego em algo que me chama a atenção. É um tópico sobre perspectiva de reflexão em ação em Design. Uma proposta de Schön. O trecho do livro cita Löwgren e Stolterman. Tá certo, não está entendendo o que isso que eu falei até agora tem a ver com o título, né?

É que esse trecho do livro cita características importantes para quem está pensando em ser designer de interação. Claro, com algumas adaptações se aplica a todas as outras subdivisões do design. Então pega o caderno e anota aí:

  • Criatividade e capacidade de análise para criar e modelar ideias (ser criativo, isso não vai mudar, em qualquer descrição sobre designers que venha a ler);
  • Capacidade crítica e de julgamento para decidir (não concorde com tudo, discuta, pergunte, não tenha medo de perguntar por quê e/ou expressar uma opinião contrária à maioria, desde que tenha fundamento);
  • Capacidade de comunicação e negociação para trabalhar com clientes, usuários e desenvolvedores (aprenda isso: designers tem que saber falar, ouvir, entender e escrever bem. Isso é comunicar-se e é essencial);
  • Conhecimento sobre as tecnologias disponíveis para projetar qualidades estruturais e funcionais (como o seu trabalho vai ser concretizado é problema seu. E se você quer que saia direito, acompanhe as etapas do processo, saiba o que é possível de fazer e o que não é. Não viaje. Design é projeto, não é obra de Salvador Dalí);
  • Conhecimento sobre valores e ideais dos envolvidos para projetar qualidades éticas (Você não produz peças para si mesmo. Conheça seu cliente, seu usuário, que pode ser interno ou externo. O que você ajuda a criar deve ter valor para ele ou seu produto será um fracasso);
  • Capacidade de apreciar e compor coisas agradáveis aos sentidos para projetar qualidades estéticas (se o que você faz é feio, mas funciona, alguém está estudando para criar um produto concorrente ao seu que também funciona, é bonito e interessante. Daí você vai perder o cliente).

Lembre-se de que você pode ter habilidade natural para algo, mas tudo exige esforço. Ninguém é bom designer por acaso.

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