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Eu já devo ter falado de Gestalt aqui em algum lugar, mas como estou com preguiça pós-trabalho, nem vou procurar no blog.

Quem conhece um pouquinho de design ou psicologia (ou das duas coisas)  deve ter ouvido falar nas leis dessa escola (não escola física e sim o conjunto de paradigmas que forma uma teoria e blá, blá, blá) que trata da percepção humana e facilita a compreensão das idéias. As principais leis da Gestalt podem ser assim resumidamente definidas:

Proximidade: vários elementos perto uns dos outros parecem fazer parte de um único elemento;

Similaridade: elementos semelhantes agrupam-se a fim de formar unidade. Essa semelhança pode dar-se por forma, tamanho, cor…;

Clausura: é o que “fecha” um ciclo entre vários objetos a fim de atingir a unidade e fazer com que os mesmos pareçam conectados, peças de um objeto só;

Simplicidade ou pregnância: quanto mais simples, mais facilmente o resultado é assimilado (olha o que o John Maeda fala fazendo sentido…) e;

Continuidade: define a ordem de leitura não deixando que ninguém fique “perdido” ao olhar para o objeto.

Sim, mas o que esse blá, blá, blá tem a ver com sistemas? Simples. Construa sistemas onde o usuário pode encontrar-se dentro dele. Agrupe opções e mostre que todas as telas fazem parte de um mesmo sistema e que diversos sistemas fazem parte de uma mesma empresa. Digo isso porque tenho visto sistemas web com funcionalidades muito legais mas que deixam a desejar no quesito usabilidade (aqui diretamente ligado a Gestalt aplicada), às vezes softwares de uma mesma empresa são completamente loucos e diferentes uns dos outros.

Quer um exemplo? Pegue três aparelhos de celular da motorola de modelos diferentes e veja se consegue usar todos eles facilmente. Ninguém consegue. São softwares difíceis e que às vezes não tem muito a ver uns com os outros. Tudo o que eles conseguem ter semelhantes (e olhe lá) é o acesso ao menu e mais nada.

Quando pensar em desenho de sistemas, pelo-amor-de-deus, pense que tem um usuário do outro lado que usa Gestalt inconscientemente para manuseá-lo.

catalyst

Quando você pensa que a Adobe não tem mais nada de interessante pra lançar e que o máximo que vai acontecer é aprimorar os produtos atuais com um filtro aqui, um recurso ali, você é, incrivelmente, surpreendido. Foi o que aconteceu comigo esta semana depois de testar o Adobe Flash Catalyst, lançado no Adobe Max 2008/2009, e disponível em sua versão Beta desde o dia 1º de junho deste ano no Adobe Labs para teste junto com o Flash Builder 4 (Antigo Flex Builder) e Flex 4 SDK.

Pra mim, que estou desenvolvendo design de telas e ícones pra sistemas baseados em Flex e Java, não poderia haver nada melhor. Imagine desenhar uma simples telinha em Illustrator CS4 (Photoshop ou Fireworks, se preferir) e depois transformar tudo em componentes – textinput, botões, rolagens verticais e horizontais entre outros – com um simples clique no botão direito. Tudo com comportamento, funcionando. Simples como salvar um arquivo e sem digitar uma linha de código! Sem declarar uma classe! Nada, nem um ponto e vírgula. Tudo continua editável e você pode atribuir efeitos básicos disponíveis no Flex.

Atribuir foco, sentido do foco e outras coisas que hoje te obrigariam a entrar no Eclipse e vasculhar como um desesperado estão agora ao alcance de um clique com o botão direito numa interface mais simples do que a do Wordpad do Windows.

Você pode fazer protótipos de tela que funcionam em AIR ou SWF e mostrar para o desenvolvedor de uma forma que ele compreenda exatamente o que foi pensado, ele pode aproveitar os códigos gerados pelo Catalyst e somente incrementar com o Flash Builder 4. O fluxo de trabalho do desenvolvimento é imensamente melhorado… sem falar na integração Designer-Desenvolvedor, que de certa forma passarão a falar uma mesma língua, passando a se odiar menos (pelo menos em teoria, porque eu me dou bem demais com meus amiguinhos desenvolvedores – Os Caras).

O Flash Catalyst está disponível na versão Beta para Windows e Mac e, embora a versão Beta não permita grandes ajustes visuais em alguns componentes, mas já dá pra ver como vai ser prático desenvolver telas e protótipos com tanta integração. O trabalho para web e aplicações ricas para desktop só saiu ganhando. Ponto pra Adobe, mais uma vez.

Quer uma oportunidade de ver seu trabalho divulgado pela melhor empresa de softwares para Design do mundo e ainda participar de palestras, cursos e conhecer designers e gente boa do mundo inteiro? Sua oprtunidade chegou! O nome dela é Adobe Max.

Pela primeira vez a Adobe vai montar uma caravana do Brasil para profissionais daqui estar presentes em seu evento anual.

Sim, claro, é preciso ter dinheiro pra isso. Mas se estiver bem do bolso, vale a pena. Bons motivos para isso?

• Oportunidades únicas de fazer contato com milhares de pessoas do setor
• Mais de 200 sessões organizadas em três temas
• 50 laboratórios intensivos de atividades com produtos e soluções Adobe
• Interação pessoal com equipes de desenvolvimento da Adobe
• Eventos especiais de relacionamento
• Prévias de novas tecnologias.

Quando vai ser?16 a 19 de novembro de 2008 em São Francisco, na Califórnia.

Se você for um dos felizes selecionados pela Adobe pra gastar seu dinheiro lá, ganha um desconto de US$ 500,00 no pacote.

Se ficou babando, quem sabe você dá uma olhadinha no site não cria coragem?

http://www.ims-clients.com/adobe/invi_3DMax/MAX08_wave1_Gen_Por.html

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