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Já teve problemas para criar um gráfico?

E no InDesign? Difícil, né? Vou nem falar do Corel… gráfico de pizza é um desespero.

Graças a um gênio, chamado Travis Kochel, que criou a perfeita FF Chartwell, “nossos problemas acabaram!”.

Facílima de usar, a fonte cria gráficos da maneira mais simples possível, em qualquer aplicação que permita a escolha de fontes instaladas no seu computador.

A fonte, logicamente, não é gratuita. No entanto, é mais barata que uma Maiola, por exemplo (não a desmerecendo, visto ser uma das serifadas mais bonitas que eu já vi). A família inteira custa apenas US$ 125.

E funciona! Quer ver?

How to Use FF Chartwell from FontFont on Vimeo.

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Excluindo-se aqueles casos em que as fontes (os designers, como eu, preferem “tipos”) são utilizadas como verdadeiras obras de arte (este é um exemplo deste caso) todo mundo deveria saber em primeiríssimo lugar o que até minha priminha de 7 aninhos sabe: uma fonte é bem utilizada quando o público consegue ler aquilo que foi escrito com o mínimo esforço.

Às vezes, por preguiça, por querer ser inovador, por simpatia com o tipo ou mesmo por falta de conhecimento deste ponto muita gente comete erros graves na construção de uma peça, no que se refere ao quesito tipografia, que podem ir desde fazer uma peça feia e primária até uma catástrofe: ninguém entender nada do que está escrito e o seu trabalho ser jogado no lixo.

Para evitar que isso aconteça, na dúvida, observe os pontos abaixo. Mas lembre-se nada disso é regra. Todas as coisas dependem de um contexto. É preciso muito mais que um checklist ou uma receita de bolo para uma peça ter um conjunto tipográfico bem composto.

1)      Evite usar muitas famílias de fontes diferentes em uma mesma peça. A não ser que sua peça queira destacar algo sobre tipografia. Na grande maioria dos casos duas famílias são o suficiente. Por exemplo: você quer fazer um flyer usando fontes com serifa e sem serifa. Se você decidir usar as famílias Helvética e Garamond, terá, no mínimo, 83 variações entre Bold, Light, Italic, Condensed, Thin, Rounded… e assim vai. Não vai precisar mais do que isso, né?

2)      Use, sempre que possível, fontes OpenType. Ou se for imprimir profissionalmente, não use fontes TrueType.  As fontes TrueType são um avanço em relação àquele tempo onde as fontes eram todas pixelizadas e era um suplício aumentar ou reduzir o seu tamanho no começo da década de 80. Mas se você não trabalha com Mac ou Windows, vai ser impresso em fotolito ou se o seu arquivo vai passar por um CTP, usar fonte TrueType é suicídio: na maioria das vezes caracteres especiais são substituídos por quadrados, losangos e pontos… pra garantir, use OpenType.

3)      Não “esprema” ou “estique” o seu texto manualmente. Os tipos são desenhados (ou pelo menos deveriam ser) para terem a melhor visibilidade possível. Quando você modifica isso manualmente mexendo na altura ou largura do texto sem conhecimento vai prejudicar a legibilidade: deslocar as flexões, retirar a harmonia das hastes, reduzir ou ampliar demais os olhos, achatar terminais, entre outros. E se você não entendeu nada desta última sentença, acredite, você não está habilitado a “corrigir” o trabalho de um tipógrafo.

4)      Evite usar palavras, parágrafos, sentenças ou outras coisas inteiramente em caixa alta (tudo em maiúsculo). A explicação é bem simples: quando um texto está todo em caixa alta todas as letras ficam do mesmo tamanho e isso, cognitivamente, torna a vida de quem lê mais difícil. Na pior das hipóteses, tente o recurso de versalete.

5)      Conheça os principais estilos de fonte e use um apropriado para o contexto. Geralmente estilos cursivos não funcionam bem todas em maiúsculas. Estilos blackletter só deveriam ser usados em textos completos se você estiver criando material com contexto épico e mesmo assim, com cuidado.  Fontes pixelizadas costumam funcionar melhor em tamanhos menores e, contrariando o ponto 4, geralmente em uppercase.  Para leitura em tela, as fontes sem serifa costumam ser mais apropriadas, no caso do papel, costuma ser exatamente o contrário que cansa menos a vista.

6)      Se for usar fontes gratuitas tome a precaução de saber se é uma fonte bem desenhada. Se não souber exatamente distinguir uma bem desenhada de uma que não é, procure referências de outros designers.

Para tipos show de bola:

Grátis:

http://www.fontsquirrel.com

http://abduzeedo.com/tags/ffff

Pagos:

http://www.adobe.com/products/fontfolio/

http://www.myfonts.com/category/myfonts/index.html

http://www.linotype.com/

benguiat1

Todo mundo tem os seus preferidos nos seus assuntos também preferidos. Como quem já leu esse blog sabe, um dos meus assuntos preferidos é Design editorial e, por consequência, tipografia. E eu tenho meus preferidos: Ed Benguiat (Ephram Edward Benguiat) e Adrian Frutiger.

Acho muito difícil encontrar histórias legais sobre tipografia na Internet. Também acho importante para quem se interessa por Design saber um pouco mais sobre a história daquilo que usa nos seus trabalhos. Conhecer a história de um tipo ajuda na sua aplicação correta.

Por que estou falando tudo isso? Li uma ótima reportagem do Ricardo Pagemaker, na revista especializada em produção gráfica Professional Publish, sobre uma de minhas fontes (e tipógrafo) preferidos: Benguiat e Ed Benguiat, respectivamente. Achei tão interessante que gostaria de compartilhar algumas coisas legais que li com quem lê meu Blog (falar nisso, muito obrigada!).

O tipo Benguiat, diferente da maioria, surgiu por acaso. Foi criado a partir de um projeto mal sucedido. Por volta de 1970, enquanto trabalhava com Herb Lubalin (é, ele mesmo, criador da Avant Garde…), um amigo pediu a Ed que lhe criasse um logotipo para uma loja que este iria abrir. Embora Ed tivesse criado vários tipos de traço bem acabado, o seu amigo rejeitou vários deles, inclusive um que o próprio Ed passou a simpatizar. Os traços que geraram essa simpatia deram origem à tão conhecida fonte Benguiat que conhecemos hoje.

Embora seu amigo não tivesse gostado, Ed não desistiu e passou a trabalhar na sua simpática fonte. Lubalin pediu explicações. Pediu um bom motivo para todo aquele trabalho num tipo que tinha sido rejeitado e, se Ed Benguiat não tivesse um bom motivo, deveria interromper seu projeto. Mas Ed (eu sou fã dele) não desistiu. Submeteu seu projeto à diretoria da Internacional Typeface Corporate (ITC), que rejeitou. Persistente, Ed Benguiat fez modificações e apresentou sua família de fontes mais três vezes até que, em 1976, a Benguiat foi aprovada pela ITC para ser comercializada, o que passou a ocorrer, de fato, em 1977.

Em 1979, Ed Benguiat lançou a Benguiat Gothic, versão mais fina e arredondada de sua precursora. Graças à persistência do Ed – ele mesmo, O Cara – temos a Benguiat: clássico da tipografia mundial.

O nova-iorquino Ed Benguiat  desenhou muitas outras fontes, acredita-se que algo em torno de 900. Continua a criar, dar paletras e ensinar por aí a fora. Esteve no Brasil em 2008, numa palestra promovida pela ESPM. Alguns de seus tipos mais conhecidos fazem parte do portfólio da ITC: ITC Benguiat, ITC Benguiat Gothic, ITC Edwardian Script, ITC Souvenir, Benguiat Frisky, ITC Tiffany e muitas outras, além da colaboração em diversos projetos. Por isso, ele é um dos Grandes Caras da Tipografia.

Todo mundo já deve ter feito esta pergunta algum dia…

O melhor de tudo é que há solução! No site do Myfonts tem uma ferramenta que identifica a fonte pra você. Basta fazer upload de uma imagem com o desenho da fonte que você quer (na melhor qualidade que você puder, por favor), fazer uma correspondência entre os caracteres (dizer que aquele E é realmente um E, porque a ferramenta não pode adivinhar…) e comparar o resultado.

Simples e melhor do que passar horas comparando resultados em catálogos 🙂

http://www.myfonts.com/WhatTheFont/

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