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Se você já teve curiosidade em ler sobre quem escreve este humilde blog (que está demorando a ser atualizado, diga-se de passagem) deve ter visto, com alguma surpresa, que a criatura que cá escreve é formada em Marketing pela Faculdade de tecnologia de Curitiba, mas trabalha com design gráfico em uma fábrica de software. Muitas pessoas me perguntam: “Mas por que você fez Marketing? O que é que uma coisa tem a ver com a outra?”.

Quem estuda (ou já estudou) design sabe que o objetivo de um designer geralmente é fazer algo bonito e funcional. Um quadro pode ser muito bonito, mas não tem lá muita funcionalidade a não ser nos encantar com a qualidade do “belo”.

Vários objetos podem ser práticos e funcionais, mas não necessariamente são bonitos para serem úteis.

O designer estuda as necessidades das pessoas (quer elas estejam conscientes disso ou não) para realizar seus projetos. Exatamente o que fazem os profissionais de Marketing. Ambos enxergam as necessidades e desejos do seu público-alvo com o fim de atingir o seu objetivo. A diferença é que o primeiro se preocupa com a forma, enquanto o segundo vai pensar nos aspectos comerciais.

Todos os dias, ao desenhar uma tela, um ícone ou pensar num esquema de navegação, minha primeira preocupação sempre se refere ao usuário (meu cliente, a parte humana do meu trabalho). Penso como designer, para fazer algo bonito e penso como mercadóloga, para fazer algo que satisfaça os desejos e as necessidades dos clientes e seja economicamente viável para a empresa.

Designers, assim como os mercadólogos, utilizam praticamente as mesmas disciplinas em seu trabalho: psicologia, antropologia, filosofia, matemática…

Design é multidisciplinar. Se você quer ser designer lembre-se disso. Designer tem a ver com tudo. Porque as pessoas tem a ver com tudo, tudo o que é produzido, é produzido para elas.  Aprender sempre, para ser designer, é regra.

No final, designers e mercadólogos querem fazer as pessoas felizes.

Está chegando o fim do ano. O fim do período. O último semestre da faculdade vem aí e eu começo a pensar numa possível pós.

Isso me remete ao tempo em que concluí meu ensino médio (e faz tempo, viu? Em dezembro fazem 10 anos…).

Parece um post vindo do nada, mas não é. Penso nisso há algum tempo. Estudo Marketing e Propaganda. Gosto do curso, me identifico. Mas o que gosto mesmo de fazer é diagramação. Gosto de palavras, de papel, de páginas, de posicioná-las, planejá-las. De fazer caber…

Na hora em que penso na pós, penso em como vou (re)encontrar o meu caminho agora… Se era difícil encontrar uma faculdade que me permitisse trabalhar as 40 horas e fazer o que gostava (aqui, em Pernambuco, o mais próximo do que eu gosto chama-se design gráfico e é preciso dedicação exclusiva pra fazer uma faculdade disso aqui…) a pós na área é praticamente impossível!

O texto que li num dos meus blogs preferidos, o http://grosserias.blog.br/, me fez voltar a pensar neste assunto hoje.

Cheguei à conclusão que é bem difícil conciliar os estudos àquilo que você realmente gosta e quer fazer da vida. Depois que terminar a faculdade, provavelmente vou fazer a pós e vai ser em outra coisa que não tem nada a ver com minhas queridas páginas impressas. Mas apesar disso, não me deixarei acomodar. Tou pouco ligando pra droga da faculdade (e pra porcaria da pós também). Continuarei me rebelando contra elas e continuarei com minhas páginas.

Isso tudo, em linguagem simples e clara poderia ser expresso em algumas míseras sentenças: Você pode até não estudar exatamente o que gosta. Mas pode escolher fazer o que gosta com ou sem uma porcaria de um curso superior. O curso serve pra garantir que você não vai morrer de fome. Fazer o que gosta vai garantir que você não vai morrer de tristeza.

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