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Depois de quase um mês com minha Wacom Bamboo pen & touch, enfim pude escrever minhas primeiras impressões sobre ela.

Não vou falar da caixa, que é linda. Nem vou postar aqui uma foto dela, porque as do site da Wacom são melhores do que as minhas.

Há uma diferença gigantesca entre trabalhar com a Tablet em Windows XP, Ubuntu e o Windows 7 (não testei no Vista). Em todos os sistemas é muito fácil de instalar. Tanto pelo CD que vem junto na caixa, como pela versão do driver disponível no site. Nada deu conflito, problema nenhum. A grande diferença é que nos dois primeiros sistemas operacionais citados ela é muito mais fácil de usar, porque a pressão da caneta não funciona. Então é mais ou menos como usar um mouse mais ergonômico. É importante dizer, que no Windows 7, nem é preciso encostar a caneta na mesa para navegar: encostou, clicou. Para navegar a caneta “flutua” na mesa. Isso já  não funciona tão bem no Windows XP e Ubuntu.

No Windows 7, os drivers do próprio Windows vão permitir que você escreva ao invés de digitar. O reconhecimento é perfeito para quem tem uma escrita legível, mas eu não recomendo, porque a maioria de nós digita muito mais rápido do que escreve – e se não é assim com você, muito provavelmente você vai achar difícil usar a caneta nos primeiros dias. É, isso mesmo. Eu falei dias. Se você não tem uma habilidade boa com o mouse, vai sofrer um pouco no começo. Mesmo para quem desenha (como eu) e quem trabalha com o mouse umas 10 horas por dia, precisa de umas duas horas para se acostumar a não olhar para a caneta e se adaptar que a área da mesa digitalizadora corresponde à área da tela. Não é pequena, como vi algumas pessoas terem medo. A área útil realmente corresponde ao espaço disponível no monitor. Na verdade, por mim seria até menor.

Meu ombro agradece, porque ele dói bem menos quando passo horas usando a caneta contra 1 horinha de mouse. Se não fosse o uso compartilhado ocasional do notebook com meus pais, para eles jogarem, eu abandonaria o mouse sem culpa completamente. Abandonei o uso do mouse completamente. Agora uso uma Bamboo Connect no trabalho e, como tenho o notebook só meu, nem comprei mais mouse. Ah, detalhe: para quem quer se acostumar com mesa digitalizadora, é a melhor saída. Abandone o mouse sem pena.

Praticamente não uso os 4 botões que vem na mesa (e são todos configuráveis), com exceção do primeiro botão de baixo que eu configurei para trabalhar como “desfazer’. Também praticamente não uso os botões da caneta (que configurei para clique com o direito e rolagem). Só a pressão da caneta me basta. Na pior das hipóteses uso o multitouch que dá um show em qualquer trackpad de notebook.

Funciona perfeita e lindamente com Illustrator (que usei para fazer as swirls que ilustram este post), com Corel Painter, com Corel Draw, com Photoshop (que usei para fazer o meu primeiro desenho com a tablet), com o office 2007, com o gmail, com Internet… com tudo. Inclusive a coisinha na ponta oposta da caneta que se parece e age como borracha. 😛

As pontas extras que vieram me deixaram muito tranquila. Também parece que vai ser bem fácil de trocar quando precisar (O anelzinho que vem com ela deve ajudar bastante), mas não acho que vá precisar trocar nem tão cedo.

Desativei o teclado pela caneta do Windows 7, que aparece do lado esquerdo, porque às vezes esbarrava nele e isso me atrapalhava…

Acho que é isso… Ah, importante! Se você não sabe desenhar com mouse, não é a tablet que vai ensinar.

Assim que tiver desenhado alguma coisa decente, realmente, posto aqui. A preguiça tem me impedido até então. 🙂

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Eu já devo ter falado de Gestalt aqui em algum lugar, mas como estou com preguiça pós-trabalho, nem vou procurar no blog.

Quem conhece um pouquinho de design ou psicologia (ou das duas coisas)  deve ter ouvido falar nas leis dessa escola (não escola física e sim o conjunto de paradigmas que forma uma teoria e blá, blá, blá) que trata da percepção humana e facilita a compreensão das idéias. As principais leis da Gestalt podem ser assim resumidamente definidas:

Proximidade: vários elementos perto uns dos outros parecem fazer parte de um único elemento;

Similaridade: elementos semelhantes agrupam-se a fim de formar unidade. Essa semelhança pode dar-se por forma, tamanho, cor…;

Clausura: é o que “fecha” um ciclo entre vários objetos a fim de atingir a unidade e fazer com que os mesmos pareçam conectados, peças de um objeto só;

Simplicidade ou pregnância: quanto mais simples, mais facilmente o resultado é assimilado (olha o que o John Maeda fala fazendo sentido…) e;

Continuidade: define a ordem de leitura não deixando que ninguém fique “perdido” ao olhar para o objeto.

Sim, mas o que esse blá, blá, blá tem a ver com sistemas? Simples. Construa sistemas onde o usuário pode encontrar-se dentro dele. Agrupe opções e mostre que todas as telas fazem parte de um mesmo sistema e que diversos sistemas fazem parte de uma mesma empresa. Digo isso porque tenho visto sistemas web com funcionalidades muito legais mas que deixam a desejar no quesito usabilidade (aqui diretamente ligado a Gestalt aplicada), às vezes softwares de uma mesma empresa são completamente loucos e diferentes uns dos outros.

Quer um exemplo? Pegue três aparelhos de celular da motorola de modelos diferentes e veja se consegue usar todos eles facilmente. Ninguém consegue. São softwares difíceis e que às vezes não tem muito a ver uns com os outros. Tudo o que eles conseguem ter semelhantes (e olhe lá) é o acesso ao menu e mais nada.

Quando pensar em desenho de sistemas, pelo-amor-de-deus, pense que tem um usuário do outro lado que usa Gestalt inconscientemente para manuseá-lo.

Cuidado que o o Flash vem aí!!!

Anunciado no evento Adobe Max 2009 o beta do Flash CS5 até o fim deste ano.

Compatível para desenvolvimento de aplicações para IPhone, trabalho aprimorado com Framework, XML baseado em FLA, integração com Flash Builder e aumento da produtividade com o Action3.

Todo mundo de olho no AdobeLabs.

Para saber mais sobre o Flash CS5 clique aqui.

Para saber mais sobre o Adobe Max, clique aqui.

jornal faculdade

Estava devendo algo desse tipo há algum tempo, mas como até o contrato chegou, sempre chega a hora de tudo…

Fazer publicações eletrônicas no InDesign CS4 é mais fácil do que fazer uma pedra afundar na água. Esse mês vi um artigo ensinando a fazer algo do tipo na revista ComputerArts, mas com muito mais dificuldades do que ir ao menu File, Export, marcar swf e clicar em ok. Sim, porque é só isso…

O resultado é algo que mescla InDesign, Flash e Flex (!) muito convincentemente. Tudo isso me deixa cada dia mais apaixonada pelo InDesign. Para conferir o resultado, dá uma olhada no jornal que eu diagramei pra uma empresa aqui, só tá o espelho, com texto Lorem Ipsum, mas acredite, só o efeito deixa a gente feliz demais em pensar que não vai ter que exportar tudo pra jpg (ou similar) e fazer a animação no flash que levaria incontávelmente mais tempo. Viva o InDesign de novo!!

E todo mundo fala de novidades e novidades sobre os seus softwares preferidos que estarão disponíveis em versão para PC a partir de outubro. Eu vou falar do meu: InDesign.

Imagine agora como vai ser interessante criar arquivos que possam ter conteúdos Flash Player interativos! Comprovação de problemas de impressão em tempo real, rotação da interface sem rotação física do monitor para documentos verticais, referência  cruzada, paleta vínculos com miniaturas… perco o fôlego!

Eu sei que já era previsto com o lançamento do Acrobat 9 e a expansão do AIR, mas preparar esse tipo de publicação no InDesign me surpreendeu para melhor. Eu que sempre achei o Flash lindo, o AIR uma ótima idéia, o PDF a melhor invenção no que se refere a formato de arquivos dos últimos tempos e o InDesign a ferramenta mais incrível para trabalho de publicações off-line.

Simplesmente lindo (aqui incluo as embalagens muito bonitas).

Só pode ser sonho poder integrar tudo isso. Se for, espero não acordar. Mais uma vez, ponto pra Adobe.

www.adobe.com.br

Uma guerra saudável se desenvolve todas as semanas no site Battle Design.

Há um confronto entre dois sites desenvolvidos em diversas tecnologias que se enfrentam, lutando por votos daqueles que acessam o site e disputam assim uma melhor visualização (além de ganhar o título de vencedor da semana).

É uma boa maneira de divulgar seu site e pra quem gosta de ver trabalhos legais é uma boa inspiração e fonte de pesquisa.

Lambrando que nem tudo o que está lá e bom e bem feito, visto que qualquer um pode incluir seu site lá. Mas vale a pena dar uma olhada.

www.battledesign.net

Ontem a noite decidi, enfim, testar o Photoshop pela Internet. Lá no Photoshop Express. O recurso é, no mínimo, interessante. Você pode fazer ajustes de matiz/saturação, contraste, nitidez básica, desfoque básico, remoção de olhos vermelhos e até distorções.

Digamos que você precise de um pequeno ajuste, tenha acesso a Internet, mas não tenha acesso ao Photoshop no momento, é uma boa pedida. Tudo o que você precisa fazer é cadastrar uma conta, para quem faz download de aplicativos Beta, a conta cadastrada já serve, é preciso permitir também que a Adobe use suas fotos (sim, as fotos continuam sendo suas, mas a Adobe poderá usá-las na divulgação do express ou outros meios, faz parte dos termos de uso), fazer upload da foto que você vai usar e pronto.

É fácil de usar, a interface é interativa e vale um destaque especial para o efeito Pop color, que substitui uma cor da imagem, muito legal (e poderia ser implementado facinho assim no próximo Photoshop). Sim, também é preciso saber um pouco de inglês, porém, nada de outro mundo.

Para os mais animados, é só pra lembrar: Não se compara, nem de longe, ao Photoshop em sua versão completa, não trabalha textos, nem camadas, por exemplo. A descrição mais correta para ele seria um álbum melhorado, onde você pode fazer algumas edições, ainda assim é viciante.

Legal mesmo é experimentar. Pra quem quiser, pode dar uma olhada no Adobe Labs ou clicar no link: www.photoshopexpress.com .

Mais uma vez vasculhando notícias sobre minha suíte preferida…

Imagine que nas próximas versões do famoso, aclamado e útil Photoshop, você também poderá optar pela versão de 64 bits pra Windows ou Mac.

Esta informação se encontra no blog do John Nack, Gerente de produtos sênior da Adobe (http://blogs.adobe.com/jnack/64bit/).

Embora a notícia seja excelente, pois o soft ganha mais força pra trabalhar, o John Nack lembra que isso não quer dizer um aumento de performance em 100%.  Um dos arquitetos do Photoshop, Scott Byer, disse que o ganho fica em torno dos 12% ( o que já é muito bom se você usa um software que exige muito de sua CPU e sua memória…).

Diz-se que o trabalho neste sentido já podia ser previsto desde o lançamento do Lightroom 2.0 trabalhando em 64 bits. E se no LR o ganho de performance é… a melhor palavra pra expressar isso é emocionante, imagine! Isso cala a boca, inclusive dos que dizem que a Adobe não gosta da Apple, que já trabalha voltada para este setor com 64 bits há mais tempo que Windows.

Viva o Photoshop, viva a Apple, viva a Adobe, viva os 64 bits!!!

Você deve conhecer os leds (Light-Emitting Diode), aquelas luzinhas do seu teclado, gabinete ou monitor. Verdes, amarelinhas, laranja ou vermelhas. Agora pense bem, quando você viu aquelas luzinhas com defeito ou queimadas? É milhões de vezes mais fácil seu computador queimar do que os leds.

Pensando nisso, estão sendo criados monitores com uma tecnologia semelhante chamada OLED (Organic Light-Emitting Diode), muito mais finos do que os monitores de LCD e plasma (há notícias de telas de aproximadamente 3mm de espessura) e o que é melhor, extremamente duráveis! Para ter idéia, a tecnologia permite criar telas resistentes, transparentes e (pasme!) dobráveis.

Imagine o que será possível com esta tecnologia: mídia externa transparente, altamente resistente a impactos, camisas com vídeos… é uma revolução, maravilha da tecnologia.

Como funciona o OLED:

Ainda há problemas que precisam ser solucionados para o OLED pegar de vez. Os canais de verde e vermelho são pelo menos três vezes mais duráveis do que o canal azul, reduzindo a vida útil das telas, embora esta deficiência já esteja sendo estudada e os engenheiros estão otimistas… em breve, teremos a revolução dos monitores e o fluxo de trabalho deve ser cada vez mais produtivo e ampliado.

Pra quem quiser mais informações sobre a tecnologia e seu avanço, acesse:

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010115060418

http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2008/01/09/ult4213u287.jhtm

Morri de pena. Hoje tive que reprovar uma de minhas alunas de Projetos de Design Gráfico. Tive vontade de chorar – e ela não ficou só na vontade, chorou mesmo. Isto aconteceu por causa de um trabalho que foi confiado a esta turma: duas equipes iriam criar revistas de oito páginas sobre Design. A postagem do trabalho ficou por conta de um dos membros da equipe dela, que não postou o trabalho e por isso, não pude dar nota e não pude aprová-la. Seria injusta com os que me entregaram.

Enfim, essa historinha me fez pensar. A minha aluna disse que tinha confiado na palavra da amiga, ela disse que estava tudo certo, que iria postar o trabalho que toda a equipe tinha feito, que estava tudo pronto.

Quando se trata de produção gráfica, não dá pra confiar nos outros. Não dá pra confiar que o birô vai saber o que fazer, que o impressor conhece você e o seu método de trabalho, que a máquina não vai quebrar, que o computador não vai “dar pau”, que a telefônica vai manter o Speedy funcionando, que o prazo é suficiente…

Acompanhar o andamento do seu trabalho é fundamental. Há aqueles que simplesmente esquecem que fizeram um trabalho depois que este passa para a mão de outros. Pensam: “Ah, já fiz a minha parte, agora é com você”. Muitos esquecem que se algo der errado, é o seu nome que vai estar lá, aquele trabalho vai para seu portifólio e depois de impresso, não dá mais pra “desimprimir”.

Acompanhe seu trabalho, vá até o birô, vá até a gráfica, tire provas de prelo, acompanhe o acabamento, conheça os profissionais que estão cuidando do seu trabalho. Conhecer é poder parar uma calamidade à tempo, é evitar uma tragédia com o seu material e o seu nome.

É dizer mais ou menos que não adianta rezar e esperar que tudo dê certo enquanto você espera com a mão no queixo.

Se minha aluna tivesse acompanhado a postagem do trabalho, se tivesse ligado para saber como estava o andamento das coisas, a história seria diferente e este post não estaria aqui, pelo menos por enquanto.

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