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Gostaria de agradecer a todos os que responderam a pesquisa sobre o uso de ícones. A imagem acima busca resumir as informações colhidas e tenho certeza de que vão ajudar bastante quem trabalha com UX, arquitetura de informação, design gráfico, de interfaces na hora de avaliar o uso de imagens e na decisão de usá-las.

Como disse em uma das listas em que distribuí a pesquisa, nenhuma resposta dada foi considerada errada, visto que elas dependem das experiências do usuário e do contexto, conforme bem lembrado pela Pat Duarte.

Alguns dados interessantes que não estão na imagem:

Para o ícone com o símbolo “#” recebi uma resposta “Cores do documento”. Fui tentar entender o motivo e cheguei à conclusão que era influência da numeração dos hexadecimais, onde as cores são apresentadas com este símbolo com prefixo (ex.: Preto = #000000);

Fiquei surpresa com a quantidade de divergências para as imagens de “texto justificado” e “Nova página”. A primeira porque é um ícone muito conhecido e a porcentagem de divergência foi maior do que eu esperava.  A segunda, pelo motivo contrário: por não ser um ícone “padrão” a divergência foi muito pequena.

A mim, a pesquisa vai ajudar para o treinamento, conforme divulguei e no planejamento da interface de novas telas e sistemas. E a você, vai ajudar?

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A quem lê e acessa meu blog: estou fazendo uma pesquisa que visa esclarecer o quanto a interpretação de imagens depende da experiência anterior do usuário. Se você puder ajudar, por favor, responda a pesquisa do link abaixo. É rapidinho: basta dizer em que você trabalha e responder abaixo de cada imagem o que ela representa para você. Assim que tiver uma boa amostragem, divulgo os resultados.

http://form.jotform.com/form/12903021729

Fico muito grata pela ajuda ^^

Há muita gente muito boa no que faz ao redor do mundo.

Isso inclui aqueles que trabalham com design, interação, usabilidade, arquitetura da informação, experiência do usuário…

É importante lembrar disso porque, mesmo que você seja o melhor profissional do planeta em alguma coisa, não esqueça de um ponto importante: Teste os resultados antes de publicar/implementar/homologar.

A imagem acima é da página de espera de uma agência digital muito, mas muito boa – a Fishy. Eles são Os Caras. Fazem trabalhos incríveis. Mas na sua própria página eles tiveram um pequeno problema: o texto está difícil de ler. Muito difícil mesmo. Foi usada um fonte muito legal para impressos, a Six Caps. Só que, para usar uma fonte dessas num site, tem que muito corajoso. Ela é uma fonte condensada e foi usada toda em uppercase. O resultado é que tem que ser ninja para ler uma fonte assim com o background audacioso (as centenas robozinhos coloridos). Tá certo que o texto está sob uma área chapada, mas ainda assim, é uma fonte difícil de ler em qualquer tamanho, principalmente com toda a distração.

Até os bons às vezes erram…

Só entende o que lhe é comum, senão…

Tirinha de Gary Larson.

Daqui: http://www.doctordisruption.com/wp-content/uploads/2011/01/design.jpg

De uma apresentação sobre design de interação do Instituto Faber-Ludens em http://www.slideshare.net/usabilidoido/design-de-interao-em-produtos-eletrnicos

Hoje estive tentando retormar a leitura de Interação humano-computador. O trabalho que eu digo que amo tanto aqui exige que, de vez em quando, leiamos sobre coisas que até já sabemos para relembrar. Daí chego em algo que me chama a atenção. É um tópico sobre perspectiva de reflexão em ação em Design. Uma proposta de Schön. O trecho do livro cita Löwgren e Stolterman. Tá certo, não está entendendo o que isso que eu falei até agora tem a ver com o título, né?

É que esse trecho do livro cita características importantes para quem está pensando em ser designer de interação. Claro, com algumas adaptações se aplica a todas as outras subdivisões do design. Então pega o caderno e anota aí:

  • Criatividade e capacidade de análise para criar e modelar ideias (ser criativo, isso não vai mudar, em qualquer descrição sobre designers que venha a ler);
  • Capacidade crítica e de julgamento para decidir (não concorde com tudo, discuta, pergunte, não tenha medo de perguntar por quê e/ou expressar uma opinião contrária à maioria, desde que tenha fundamento);
  • Capacidade de comunicação e negociação para trabalhar com clientes, usuários e desenvolvedores (aprenda isso: designers tem que saber falar, ouvir, entender e escrever bem. Isso é comunicar-se e é essencial);
  • Conhecimento sobre as tecnologias disponíveis para projetar qualidades estruturais e funcionais (como o seu trabalho vai ser concretizado é problema seu. E se você quer que saia direito, acompanhe as etapas do processo, saiba o que é possível de fazer e o que não é. Não viaje. Design é projeto, não é obra de Salvador Dalí);
  • Conhecimento sobre valores e ideais dos envolvidos para projetar qualidades éticas (Você não produz peças para si mesmo. Conheça seu cliente, seu usuário, que pode ser interno ou externo. O que você ajuda a criar deve ter valor para ele ou seu produto será um fracasso);
  • Capacidade de apreciar e compor coisas agradáveis aos sentidos para projetar qualidades estéticas (se o que você faz é feio, mas funciona, alguém está estudando para criar um produto concorrente ao seu que também funciona, é bonito e interessante. Daí você vai perder o cliente).

Lembre-se de que você pode ter habilidade natural para algo, mas tudo exige esforço. Ninguém é bom designer por acaso.

It's evolution, baby!

Depois de um longo, longo tempo me deu vontade de escrever (e não sobre o assunto que eu pensei que seria, já que eu achava que este ia ser para a CS5, mas…). Isso aconteceu depois de precisar pesquisar sobre HTML 5 (notei, inclusive, que é perigoso querer falar sobre isso, durante as minhas pesquisas).

Cheguei a algumas conclusões importantes sobre os assuntos acima, embora acredite que nem todos vão concordar comigo. São elas:

– O site da W3C é horrível e eu não estou falando visualmente. Você precisa dar milhões de cliques até achar o que você precisa (tá bom, exagerei, mas a busca não é eficiente). Pensando que os sites web standards deveriam ser os mais usáveis (pela lógica de Nielsen…), aí vai um paradoxo (um dos vários) tem um campinho de busca, no site do escritório brasileiro, com um prompt “Digite para pesquisar”, só que quando você clica no campo, tem que apagar letra por letra, ou selecionar o texto, daí apagar, digitar o que você quer pesquisar e só então clicar no botão… ufa, cansei só de escrever. Aí você vai dizer: “mas é no site brasileiro…” e eu vou dizer que no W3C.org, tem um campo de busca, com o logotipo do Google, mas que não diz nada sobre a pesquisa só filtrar dentro do site… assim fica difícil defender.

Os “grandes mestres” em usabilidade detonam todo e qualquer estudo da percepção da forma que as escolas de design tenham feito. Até agora, a maior parte dos livros de grande referência na área desprezam qualquer inovação e tratam o usuário final como um ser “estúpido”, que só entende o que já conhece… imagina o que seria da Internet e outras grandes invenções do mundo se as pessoas só usassem o que conhecessem? Exemplo: Todos os links devem ser azuis e sublinhados, porque o usuário está habituado a isso. Já pensou a quantidade de texto azul? Sites de notícias todos em texto azul? Aí eu pego um livro do Nielsen onde ele diz: Sei que dissemos isso um dia, mas não foi bem isso que eu quis dizer. Ah, é verdade… não precisa mais ser azul. Só sublinhado… Neste ponto, voltamos ao site bonitinho (isso foi uma ironia) da W3C. Não é que ele é azul (hahaha) sublinhado e cheio de texto, que o carinha que entrar lá nem sabe por onde começar? Uma verdadeira poluição visual.

Moral da história: Escuto um monte de gente cultuando os Web Standards, a W3C, os mestres em usabilidade e desprezando aquilo que é o objetivo de qualquer produto: atender às necessidades e desejos do usuário. Vê se alguém quer só um carro com motor bom? Todo mundo quer mais: bom e bonito. Aí é que está o desafio para aqueles que constroem aplicativos Web: criar aplicações que atendam ao usuário e bonitas. Usáveis e charmosas.

Não que eu ache que os padrões da Web são ruins ou desnecessários. Acho que eles devem se adequar ao público-alvo. Se renovar, reinventar e, principalmente, acompanhar o seu público é o que qualquer produto precisa, mesmo a Internet.

Por essa posição dogmática da maioria é que existem tantos partidários do HTML 5, outros ferrenhos do Flash e ninguém enxerga mesmo é que a Web é grande, tem espaço para todo mundo, público para todo mundo e que quem agrada ao usuário, não necessariamente o “usável”, fica. Vamos ficar felizes com o novo e vamos aproveitar as coisas boas das soluções existentes também. Inovar é evoluir.

It’s evolution, baby!

maeda_fireball

Quem me conhece sabe que sempre fui fã de layouts simples. Coisas simples. Pouco texto, imagens significativas. espaço em branco para descansar a vista, poucos botões, só as cores indispensáveis… para ter uma idéia, depois que passei a usar mais o notebook acho que a quantidade de teclas de um teclado normal é desnecessária.

O fato é que, depois de iniciar a leitura de As leis da simplicidade: vida, negócios, tecnologia, design, do John Maeda, fiquei ainda mais convencida de que o simples é algo fundamental no mundo em que vivemos.

O cara é Designer do MIT (é, aquele instituto de tecnologia do Massachussets, sim) e prova por A+B que coisas simples é aquilo que todo mundo procura. Faz um contraponto excelente sobre simplicidade x complexididade e não é um maníaco que acha que tudo deva ser só páginas em branco com uma caixa de pesquisa (calma aê, sou apaixonada pelo Google e acho que o design dele é muito bom, não gosto é quando querem transformar coisas que não podem ser como o Google em algo tão simples quanto).

Um dos questionamentos que ele faz é porque o IPod é caro e mesmo assim é o mp3 player mais vendido e desejado do mundo quando existem outros que fazem muito mais? A resposta é óbvia: o IPod é simples. O Maeda nos convence de que as empresas procuram simplicidade e que usabilidade está plenamente casada com a simplicidade. É um livro obrigatório para quem quer desenvolver bons layouts, quer ter uma arquitetura de navegação perfeita, quer ter usuários satisfeitos entre tantas outras coisas.

Apesar de voltado para o Design serve para todas as áreas da vida. É simplesmente excelente.

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